Eduardo Munoz Alvarez/AP
Eduardo Munoz Alvarez/AP

Após perdão de Trump, Steve Bannon entra na mira da promotoria de Manhattan

Aliado do ex-presidente recebeu perdão em um dos últimos atos de Trump, mas benefício não é válido para crimes estaduais

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2021 | 11h00

Agraciado com o perdão presidencial em um dos últimos atos de Donald Trump à frente da Casa Branca, Steve Bannon voltou a virar alvo das autoridades americanas.

A promotoria do distrito de Manhattan abriu uma investigação para apurar o papel de Bannon na campanha de financiamento do muro na fronteira com o México, mesma acusação que levou o aliado do ex-presidente ser denunciado pela promotoria federal.

Fontes ouvidas pelo jornal The New York Times revelaram que, na mesma promotoria, também se considera abrir uma investigação sobre Ken Kurson, outro aliado de Trump que recebeu perdão presidencial depois de ser acusado de crimes federais relacionados a perseguição cibernética e assédio.

A decisão de abrir uma investigação contra Bannon e estudar um novo caso contra Kurson veio após os promotores do distrito revisarem a lista dos 143 perdões judiciais concedidos por Trump a amigos pessoais e aliados. A abertura de casos contra os perdoados é possível porque a iniciativa do ex-presidente livra os acusados e condenados apenas dos crimes cometidos contra a esfera federal, não contra os crimes estaduais.

A defesa de Bannon afirmou ao jornal que não comentaria "especulações".

Em agosto, a procuradoria federal acusou Bannon, ex-estrategista da Casa Branca que ajudou Trump a chegar à presidência em 2016, e três outros homens de estelionato por meio da campanha 'We Build the Wall', uma organização dedicada à construção de pelo menos 100 milhas do muro com o México, promessa de campanha de Trump.

A procuradoria acusava os homens de terem desviado parte dos fundos que haviam levantado, e usado para fins pessoais. De acordo com documentos judiciais, Bannon teria recebido mais de US$ 1 milhão do grupo. Bannon chegou a ser preso, mas deixou a prisão após juiz conceder liberdade condicional sob fiança de US$ 5 milhões. Ele se declarou inocente./ THE NEW YORK TIMES

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