Após posse de Mugabe, Canadá impõe sanções ao Zimbábue

Governo canadense não reconhece legitimidade da vitória de Robert Mugabe, eleito presidente pela 6.ª vez

Efe,

29 de junho de 2008 | 20h47

O governo canadense anunciou neste domingo, 29, que irá impor imediatamente sanções contra o Zimbábue, pouco depois de o chefe de Estado do país, Robert Mugabe, ter sido reeleito em um segundo turno. Mugabe, único candidato no pleito de sexta-feira, tomou posse neste domingo, após a Comissão Eleitoral do Zimbábue (ZEC) ter anunciado sua vitória com mais de 80% dos votos. Veja também:Após vitória, Robert Mugabe promete diálogo com a oposiçãoBaixa participação e denúncias marcam eleiçõesTsvangirai: de líder sindical a inimigo do regime Mugabe: uma história de 3 décadas no poder O governo do Canadá afirmou que não reconhece a legitimidade da vitória de Mugabe. "O uso sistemático de violência e intimidação por parte do governo do Zimbábue representa uma grave violação aos direitos humanos e aos princípios democráticos", disse em um comunicado o ministro de Assuntos Exteriores canadense, David Emerson. "O Canadá não considera confiáveis os resultados da eleição de 27 de junho, sob nenhum padrão democrático. Esta 'eleição' é ilegítima e não será aceita pelo Governo do Canadá", acrescentou Emerson. As autoridades de Ottawa disseram que adotarão "uma série de medidas para restringir severamente suas relações com o governo do Zimbábue e para enviar uma mensagem de solidariedade ao povo" do país. Com as sanções, altos funcionários do governo do Zimbábue, oficiais militares e policiais, assim como seus familiares, terão restringidas viagens, relações de trabalho e estudos. Ottawa também impedirá que aviões registrados no Zimbábue aterrissem ou voem sobre o Canadá e incentivará as companhias canadenses a eliminarem seus investimentos no país africano.

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