Após pressões, mesquitas em Urumqi são abertas

Grupos de muçulmanos dirigiram-se às mesquitas da cidade de Urumqi, onde diversos confrontos foram registrados nos últimos dias, apesar dos anúncios que de as orações de hoje estavam canceladas em razão da violência étnica. A atitude das pessoas obrigou os funcionários do governo a permitir sua entrada nos templos. Algumas das mesquitas estão localizadas em áreas de Urumqi nas quais ocorreram confrontos no início da semana, depois de manifestações da minoria muçulmana iugur terem dado início à repressão das forças de segurança e os confrontos com a maioria han, que deixaram pelo menos 156 mortos.

AE-AP, Agencia Estado

10 de julho de 2009 | 11h25

Na Mesquita Branca, um dos templos mais famosos do bairro de Er Dao Qiao, cerca de cem homens discutiram com os guardas, exigindo a liberação do local para as orações de sexta-feira, dia da semana muito importante para os muçulmanos. Um policial uigur que fazia a guarda da mesquita disse: "Nós decidimos abrir a mesquita porque muitas pessoas se reuniram nas proximidades. Não queríamos um incidente".

Na rua da Liberação, perto da Mesquita Branca, um grupo de cerca de 40 homens e mulheres uigures começaram a marchar, gritando, chorando e movimentando os punhos para o alto enquanto caminhavam. Madina Ahtam, uma mulher que usava um lenço colorido, pediu aos jornalistas estrangeiros que ficassem por perto enquanto o grupo caminhava. "Cada uigur está com medo", disse ela em inglês. "Você entende? Estamos com medo...o problema? A polícia".

Um grupo de dez policiais com coletes a prova de bala, capacetes e armados com cacetetes e armas de choque impediram a passeata. Pouco depois, outras várias dezenas de policiais cercaram o grupo, forçando as pessoas a se agacharem na calçada. A polícia retirou os jornalistas da área.

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