Giuliano Gomes / AP
Giuliano Gomes / AP

Após problema mecânico, navio iraniano Bavand deixa Porto de Paranaguá, no Paraná

Embarcação deixaria a região no sábado, mas teve de adiar sua saída em razão de uma falha técnica; cargueiro partiu ao Irã com um carregamento de cerca de 50 mil toneladas de milho

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2019 | 07h52

SÃO PAULO - O navio iraniano Bavand, que estava parado no Porto de Paranaguá, no Paraná, há quase dois meses, deixou o local na segunda-feira, 29, rumo ao Irã, após ser abastecido pela Petrobrás mediante decisão judicial, informou a assessoria de imprensa do porto. Ele deixaria a região no sábado, mas teve de adiar sua saída em razão de um problema mecânico.

O Bavand partiu por volta das 11h30, dois dias depois de o navio Termeh - outra embarcação de bandeira iraniana que estava em Paranaguá, parada por falta de combustível - deixar o porto em direção a Imbituba, em Santa Catarina, onde será carregado com milho, antes de voltar à República Islâmica.

A Petrobrás vinha se recusando a abastecer os navios por temores de reações dos Estados Unidos, que possuem sanções em vigor contra o Irã - medidas que, apesar de não focarem nos embarques de alimentos, envolvem Bavand e Termeh.

O Bavand partiu ao Irã com um carregamento de cerca de 50 mil toneladas de milho, enquanto o Termeh receberá 66 mil toneladas do grão em Imbituba.

A movimentação só foi possível depois de o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinar na semana passada que a Petrobrás fornecesse combustível aos navios, dado que as embarcações possuem contrato com a brasileira Eleva Química, que não é alvo das sanções americanas.

Ao decidir pelo abastecimento, Toffoli disse também que o impedimento da empresa de concluir o negócio traria prejuízos ao Brasil, que tem no Irã o seu maior mercado para exportação de milho.

Outros dois navios iranianos, também afretados pela Eleva, estão em Imbituba: o Ganj e o Delruba, segundo informação do porto catarinense. Um terceiro navio contratado pela empresa, o Daryabar, que carregou milho em Imbituba, deixou o porto no início de julho.

De acordo com representante da Eleva, os navios Ganj, Delruba e Daryabar não necessitaram de abastecimento da Petrobrás. As embarcações trouxeram ureia ao Brasil e deverão retornar com milho, carregado em Imbituba. / REUTERS

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