Após protesto, Irã descarta apedrejar mulher até a morte

Após receber críticas internacionais, o Irã anunciou que Sakineh Mohammadi-Ashtiani não será apedrejada até a morte por ter sido condenada por adultério, informou hoje o jornal britânico "Times". A embaixada da república islâmica em Londres divulgou um comunicado afirmando que, "de acordo com a informação de autoridades judiciais relevantes no Irã, [Sakineh] não será executada por apedrejamento", segundo o diário. No entanto, o comunicado não informa se a mulher será poupada ou acabará enforcada, acrescenta o jornal.

AE, Agência Estado

09 de julho de 2010 | 16h49

O grupo pelos direitos humanos Anistia Internacional afirmou que a mulher foi condenada a cerca de quatro anos atrás e já havia recebido anteriormente 99 chibatadas. Os Estados Unidos e o Reino Unido lideram as condenações globais à execução. O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, qualificou ontem a punição como "medieval". Segundo ele, isso causaria "desgosto" e "terror" no resto do mundo. "Eu estou chocado pelas informações sobre uma iminente execução." Em Washington, um porta-voz do Departamento de Estado condenou o apedrejamento como um ato "bárbaro".

Diversos nomes importantes da política e das artes assinaram uma carta aberta no "Times" condenando a planejada execução a pedradas. Entre os signatários estão a ex-secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice, três ex-ministros das Relações Exteriores britânicos e José Ramos-Horta, presidente do Timor Leste e Prêmio Nobel da Paz. Os atores norte-americanos Robert De Niro e Robert Redford também firmaram o texto, ao lado da atriz francesa Juliette Binoche e do filósofo francês Bernard-Henri Lévy. As informações são da Dow Jones.

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