Após protestos, 350 advogados são detidos no Paquistão

Legisladores protestam contra decisão do presidente de impor estado de emergência no país

Efe e Associated Press,

05 de novembro de 2007 | 06h04

Pelo menos 350 pessoas foram detidas e outras 17 ficaram feridas nesta segunda-feira, 5, no Paquistão nos primeiros protestos de advogados contra a decisão do presidente Pervez Musharraf de impor o estado de emergência no país, informou à Agência Efe uma fonte judicial.   Veja também: Após estado de emergência, regime de Musharraf deve adiar eleições Sob estado de exceção, Paquistão detém 500 opositores Bhutto retorna em meio a estado de emergência Presidente paquistanês suspende Constituição EUA dizem que emergência é frustrante Musharraf nomeia presidente da Suprema Corte Crise política no Paquistão atinge sua pior fase   A maior manifestação aconteceu na cidade sulina de Karachi, onde 17 pessoas ficaram feridas após uma ação policial com cassetetes e gases contra os advogados, que tinham conseguido entrar à força na sede do Tribunal Superior provincial.   Em Rawalpindi, cidade próxima a Islamabad e quartel general do Exército, outros 37 advogados foram detidos durante os protestos, que foram reprimidos com ações das forças de segurança.   Com as novas prisões, sobe para cerca de 2.000 o número de pessoas detidas desde que Musharraf impôs o estado de emergência no sábado passado, confirmou à Efe uma fonte do Ministério do Interior paquistanês que pediu anonimato.   Os advogados tinham convocado para esta segunda-feira, 5, uma jornada de protestos em todo o país contra a medida, embora as manifestações estejam proibidas e a Polícia impeça os presentes de se reunirem.   Musharraf declarou o estado de emergência alegando o aumento da violência extremista e a interferência do Poder Judiciário na política do governo, mas a oposição acredita que ele tenha tomado a decisão para evitar um veredicto do Supremo que poderia invalidar sua recente reeleição como presidente.

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