Após protestos, Hollande pede respeito à aprovação do casamento gay

Polícia francesa reprimiu manifestantes que protestavam contra a medida em Paris

O Estado de S. Paulo,

24 de abril de 2013 | 11h27

Manifestante é atingido por spray de pimenta em Paris. Christophe Ena/ Reuters

PARIS  - O presidente da França, François Hollande, assegurou nesta quarta-feira, 24, que a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da adoção de filhos por esses casais acompanha a evolução da sociedade rumo a mais liberdade e mais igualdade e pediu respeito à lei, aprovada ontem no Parlamento francês.

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Durante a noite, manifestantes contrários à aprovação da lei entraram em confronto com a polícia em Paris. Os ativistas atiraram pedras, latas e barras de ferro contra os policiais, que responderam com spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo.

Os parlamentares da Assembleia Nacional aprovaram ontem o texto, uma promessa eleitoral de Hollande que foi debatida durante vários meses na Assembleia Nacional e no Senado, acompanhado de manifestações a favor e contra nas ruas. "O debate foi longo, às vezes considerado longo demais. Eu não acho", disse Hollande, que acredita que "todas as opiniões são respeitáveis" e, portanto, é preciso "respeitá-las".

Falta o veredicto do Conselho Constitucional, instituição perante a qual a oposição conservadora da União por um Movimento Popular (UMP) recorreu para tentar tombar o projeto aprovado no Parlamento.

"Tão logo se pronuncie, sancionarei a lei", declarou Hollande, que chegou ao Palácio do Eliseu acompanhado pela ministra da Justiça, Christiane Taubira, idealizadora do text.

Superado o trâmite parlamentar que permitirá o casamento entre pessoas do mesmo sexo, Hollande chamou os cidadãos franceses a se concentrarem sobre o que é essencial: segundo ele, o emprego, a recuperação da economia e da confiança no país. /EFE

 

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