Miguel Gutierrez / Efe
Miguel Gutierrez / Efe

Após protestos, Justiça venezuelana manda prender líder da oposição

Incentivador de protesto, Leopoldo López é acusado de morte de manifestantes e chavista

O Estado de S. Paulo,

13 de fevereiro de 2014 | 08h52

A Justiça da Venezuela ordenou na madrugada desta quinta-feira, 13, a prisão de Leopoldo López, um dos principais líderes da oposição ao chavismo. Ele é acusado de incitar os protestos estudantis que deixaram 3 mortos e 26 feridos ontem nas principais cidades do país.

Na ordem de prisão expedida pela juíza Ralenys Tovar, o Serviço Bolivariano de Inteligência foi instruído a colocar López sob custódia sob a acusação de  homicídio, lesão corporal grave e associação para delinquir.

López e outros líderes da oposição apoiaram os protestos de estudantes universitários de ontem. Os atos, que há dez dias vêm ganhando força no país, pediam a libertação de estudantes presos em manifestações anteriores contra o governo.

Líder do partido Vontade Popular, um dos maiores dentro da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), López é um dos três dirigentes da oposição que incentivaram os protestos de rua contra o governo nos últimos dias, ao lado do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma e da deputada María Corina Machado.

Dentro da MUD, no entanto, a tática não tem unanimidade. O ex-candidato à presidência Henrique Capriles, principal nome da oposição, era contra a estratégia.

"Diante da tirania, a resposta é se mobilizar na rua", disse Maria Corina. Ledezma, por sua vez, prometeu continuar com os protestos. Ao contrário de López, que não tem cargo eletivo, os dois gozam de imunidade. / AP e EFE

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