Após protestos, polícia de Charlotte divulga vídeo da morte de afro-americano

O material, gravado pelas câmeras dos policiais, não deixa claro se Keith Lamont Scott portava uma arma

O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2016 | 21h25

A polícia de Charlotte, na Carolina do Norte, divulgou neste sábado, 24, vídeos do momento em que o homem negro morreu baleado por policiais. O material, gravado por câmeras acopladas ao corpo e à viatura dos policiais, foi liberado depois de protestos para que as imagens se tornassem públicas. 

No vídeo, Keith Lamont Scott é visto saindo de seu veículo com as mãos para baixo e não fica claro se ele portava algum tipo de arma. Em seguida, quatro disparos são ouvidos e ele cai no chão. 

Pela câmera da roupa de um policial, é possível ver o homem com as mãos voltadas para si. As imagens não mostram o momento em que as armas foram disparadas e a gravação só retorna depois, já com Scott caído no chão.

O material enviado à imprensa também continha fotos de uma arma e volumes de maconha, que a Polícia informou terem apreendido de Scott.

Antes da divulgação do vídeo, o chefe da Polícia Kerr Putney disse, em entrevista coletiva, que as imagens corroborariam sua versão de como se desenvolveu o caso, incluindo que Scott teria uma arma quando foi alvejado. Putney também explicou que seus agentes não violaram a lei, mas que a Polícia continuará investigando o caso.

Os protestos em Charlotte passaram de pacíficos a violentos. Durante quatro noites, manifestantes pediam as imagens das câmeras policias. Mais cedo, a família de Scott divulgou uma imagem feita por sua esposa. Nela, a mulher repetidamente dizia aos policiais que o marido não estava armado e pedia a eles que não atirassem.

O vídeo de dois minutos divulgado pela família não mostra o tiroteio, mas o som de tiros pode ser ouvido. No vídeo, a esposa do assassinado, Rakeyia Scott, diz aos policiais que o marido tem traumatismo cranioencefálico. Em um momento, ela fala para o marido sair do carro em que estava para que a polícia não quebrasse os vidros. Ela ainda diz "não faça isso", mas não fica claro o que ela quis dizer. (Associated Press)

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