Após protestos, Teerã desiste de aplicar apedrejamento a acusada de adultério

IRÃ

, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2010 | 00h00

Em meio a uma onda de críticas internacionais, o Irã anunciou que Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada por adultério, não será apedrejada até a morte. De acordo com o jornal britânico The Times, a Embaixada do Irã em Londres confirmou que a mulher, de 43 anos, não será executada. O comunicado, no entanto, não diz se Sakineh será poupada ou se acabará enforcada. A Anistia Internacional, ONG de defesa dos direitos humanos, afirma que a mulher foi condenada há quatro anos e havia recebido anteriormente 99 chibatadas. Personalidades políticas e artistas de todo o mundo assinaram uma carta de protesto condenando a execução. Entre os signatários estão a ex-secretária de Estado dos EUA Condoleezza Rice e José Ramos-Horta, presidente do Timor Leste e Prêmio Nobel da Paz. Os atores Robert De Niro e Robert Redford também firmaram o documento, além da atriz francesa Juliette Binoche e do filósofo Bernard-Henri Lévy.

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