Após quatro mortes em protesto, oposição convoca 'dia de fúria' na Líbia

Manifestações de ontem reuniram 9,6 mil pessoas no país, governado por Kadafi desde 1969

AE, Agência Estado

17 de fevereiro de 2011 | 09h43

Pelo menos quatro pessoas morreram ontem em confrontos com as forças de segurança da Líbia, afirmaram sites da oposição e organizações não governamentais. Ativistas convocaram pela internet um "dia de fúria" para esta quinta-feira, 17. 

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Os sites e um grupo pelos direitos humanos da Líbia sediado em Londres afirmam que os confrontos com mortes entre os manifestantes contrários ao regime de Muamar Kadafi ocorreram ontem, na cidade de Al-Baida, leste do país. "As forças de segurança interna e milícias dos Comitês Revolucionários usaram munição de verdade para dispersar uma manifestação pacífica de jovens de Al-Baida", afirmou a ONG Libya Watch. A entidade diz que pelo menos quatro pessoas morreram e "várias ficaram feridas".

A escala dos protestos hoje será um teste para Kadafi, de 68 anos, no poder desde 1969. Na segunda-feira, as manifestações reuniram 4 mil pessoas. Ontem, o número subiu para 9.600. A população local se inspira nos levantes ocorridos em Tunísia e Egito, que culminaram com a queda dos governantes.

O jornal Quryna afirmou que as forças de segurança e os manifestantes entraram em confronto na noite de terça-feira, em Benghazi, segunda maior cidade do país, também no leste da Líbia. O diretor de um hospital da cidade, Abdelkarim Gubeaili, afirmou que 38 pessoas se feriram levemente nos distúrbios. Já um partido próximo do filho de Kadafi, o Seif al-Islam, afirmou que a polícia apenas interveio para acabar com um confronto entre partidários do líder e oposicionistas.

Os protestos hoje devem lembrar a morte de 14 pessoas durante uma manifestação muçulmana ocorrida em Benghazi, em 17 de fevereiro de 2006. Além disso, os manifestantes pedem democracia e melhorias econômicas.

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