Anna Moneymaker/NYT
Anna Moneymaker/NYT

Após recontagem de votos, Wisconsin confirma vitória de Joe Biden

Após o Arizona, Estado é o segundo a certificar o resultado das eleições nesta segunda-feira

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2020 | 21h09
Atualizado 01 de dezembro de 2020 | 19h09

 

MADISON - O governador de Wisconsin, Tony Evers, certificou nesta segunda-feira, 30, os resultados da eleição presidencial que deram a vitória ao democrata Joe Biden no Estado.

"Hoje cumpri meu dever de certificar a eleição de 3 de novembro e, conforme exigido pela legislação estadual e federal, assinei o Certificado de Verificação para a lista de eleitores para o presidente eleito Joe Biden e a vice-presidente eleita Kamala Harris", Evers disse em um comunicado.

A vitória de Joe Biden em Wisconsin foi certificada após uma recontagem parcial que aumentou ligeiramente sua margem de 20.600 votos sobre o presidente Donald Trump, que prometeu abrir uma ação judicial para reverter os resultados.

A assinatura de Evers era exigida por lei e normalmente é uma etapa processual que recebe pouca atenção.

A partir de agora, Trump terá cinco dias para entrar com um processo contra a decisão. Ele prometeu que o fará na terça-feira, 1º. Os advogados do republicano alegaram, sem evidências, que houve fraude generalizada e atividades ilegais durante as eleições em todo país.

A campanha de Biden disse que a recontagem mostrou que o democrata venceu Wisconsin de forma decisiva e que não houve fraude. Mesmo se Trump fosse bem-sucedido em Wisconsin, os 10 votos do colégio eleitoral do Estado não seriam suficientes para reverter a vitória geral de Biden.

Na manhã desta segunda-feira, a secretária de Estado do Arizona, Katie Hobbs, também certificou os resultados das eleições, nomeando oficialmente Joe Biden como o vencedor do Estado e consolidando ainda mais sua vitória nacional sobre Trump.

“Esta eleição foi conduzida com transparência, precisão e justiça de acordo com as leis e procedimentos eleitorais do Arizona - apesar de inúmeras alegações infundadas em contrário”, disse Hobbs.

“Não há base alguma para qualquer afirmação de que houve fraude generalizada que teria afetado os resultados”, disse o procurador-geral democrata de Wisconsin, Josh Kaul, em um comunicado nesta segunda-feira. Ele observou que a recontagem de Trump tinha como alvo apenas os dois condados mais populosos do Estado, onde vive a maioria dos negros.

As estratégias legais de Trump falharam em outros Estados de batalha, incluindo Geórgia, Michigan, Nevada e Pensilvânia. Duas ações judiciais de outras pessoas buscando desqualificar as cédulas em Wisconsin foram abertas na semana passada na Suprema Corte de Wisconsin, que não tomou nenhuma medida. / REUTERS e AP

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