REUTERS/Remo Casilli
REUTERS/Remo Casilli

Após recuperar direitos políticos, Berlusconi vira réu em caso 'Ruby'

Ministério Público italiano denunciou ex-premiê por corrupção de testemunhas, como o cantor Mariano Apicella, presença frequente nas festas de Berlusconi, conhecidas como 'bunga-bunga'

O Estado de S.Paulo

16 Maio 2018 | 15h28

ROMA - O Tribunal de Roma aceitou nesta quarta-feira,  16, uma denúncia contra o ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi e o tornou réu por corrupção de testemunhas no caso "Ruby ter", que corre simultaneamente em sete cidades do país.

​Segundo a acusação do Ministério Público da capital italiana, o ex-premiê pagou o cantor Mariano Apicella, também réu, para induzi-lo a mentir em seu favor no processo "Ruby", no qual foi absolvido dos crimes de prostituição de menores e abuso de poder. 

+Na Itália, Silvio Berlusconi reaparece em busca da redenção

Apicella, que era presença frequente nas festas de Berlusconi, conhecidas como "bunga-bunga", teria recebido € 157 mil em subornos. A primeira audiência do julgamento está marcada para 23 de novembro.

O caso "Ruby ter" nasceu em Milão, mas, em 2016, foi desmembrado para sete cidades italianas: Roma, Turim, Pescara, Treviso, Monza e Siena, além da própria capital da Lombardia. A decisão foi tomada porque, segundo a Justiça, os eventuais subornos devem ser julgados pela jurisdição onde os pagamentos teriam ocorrido.

Berlusconi já é réu em Siena e foi denunciado em Turim. Os investigadores dizem acreditar que o ex-primeiro-ministro teria gastado mais de € 10 milhões entre 2010 e 2014 para manipular testemunhas do processo "Ruby".

A aceitação da nova denúncia chega poucos dias depois de Berlusconi ter recuperado seus direitos políticos, cassados após sua condenação a 1 ano de realização de serviços sociais por fraude fiscal, em 2013. Com isso, o ex-premiê está livre para disputar eleições novamente. /ANSA

Mais conteúdo sobre:
Itália [Europa] Silvio Berlusconi

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.