Brendan Smialowski/AFP
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Após recusa de Trump, Biden também indica que não participará de debate

Campanha democrata também rejeitou proposta dos republicanos de fazer um debate no dia 29 de outubro, afirmando que o que está agendado para uma semana antes desta data deve ser o último antes da eleição de 3 de novembro

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2020 | 17h50

WASHINGTON - A campanha do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira, 8, que não participará do próximo debate, após a recusa do presidente Donald Trump em fazê-lo. O republicano disse que não participaria do debate marcado para o dia 15, em Miami (Flórida), após ele ter sido adaptado para uma versão virtual pela Comissão de Debates Presidenciais. 

A campanha democrata também rejeitou nesta quinta-feira uma proposta dos republicanos de fazer um debate no dia 29 de outubro, afirmando que o que está agendado para uma semana antes desta data deve ser o último antes da eleição de 3 de novembro.

A reação de Biden implica que o segundo debate presidencial provavelmente será suspenso, dada a recusa dos dois candidatos em participar. A Comissão de Debates Presidenciais tinha decidido adaptar o formato do debate devido ao recente diagnóstico de covid-19 pelo presidente americano. 

A diretora de comunicação da campanha de Biden, Kate Bedingfield, garantiu que o candidato democrata estava "preparado para aceitar a proposta" da realização de um debate virtual, mas mudou seu plano após a recusa de Trump.

"Como resultado, Joe Biden encontrará um lugar apropriado para responder diretamente às perguntas dos eleitores em 15 de outubro", disse Bedingfield.

Com isso, os dois candidatos terão eventos separados na noite em que o debate foi agendado, já que a campanha de Trump anunciou que o presidente realizará um comício naquele dia. 

O debate em Miami não seria um clássico encontro presencial entre os dois, mas esperava-se que eleitores indecisos - e não um moderador - fizessem as perguntas aos dois candidatos.

Bedingfield argumentou que se Trump se recusou a participar de um formato virtual desse debate, é porque "ele não quer responder às perguntas dos eleitores sobre seus fracassos em relação à covid-19 e economia".

"Esperamos que a Comissão de Debates transfira a reunião com os eleitores de Trump e Biden para o dia 22 de outubro, para que o presidente não possa evitar essa responsabilização. Os eleitores devem ter a oportunidade de fazer perguntas diretamente aos dois candidatos", disse Bedingfield, observando que todos os candidatos presidenciais desde 1992 se submeteram a esse formato.

Já para o próximo dia 22, está agendado o terceiro e último debate entre Trump e Biden, em Nashville, em Tennessee.

Mas não está claro se o pedido da campanha de Biden envolveria simplesmente a alteração do formato do terceiro debate para incluir perguntas dos eleitores, ou se o encontro em Nashville seria cancelado ou adiado para permitir que os candidatos participassem presencialmente em Miami.

Hoje, Trump insistiu, uma semana após o teste positivo para covid-19, que está mais "contagioso", embora isso não tenha sido provado, e acusou a Comissão de Debates de tentar "proteger" Biden com sua decisão de tornar o debate virtual./EFE e Reuters 

 

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