Sergio Flores/Getty Images/AFP
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Após redução em ritmo, Biden promete vacinar 70% de adultos até 4 de julho

Segundo funcionários do governo americano, se essa meta for atingida, o país pode continuar removendo gradualmente as restrições que impedem a vida normal

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2021 | 21h05

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fixou nesta terça-feira, 4, um novo objetivo na campanha americana de imunização contra o coronavírus: que ao menos 70% dos adultos do país tenham recebido pelo menos a primeira dose da vacina para as comemorações do Dia da Independência, em 4 de julho.

Em discurso na Casa Branca, Biden anunciou, ainda, a meta de 160 milhões de americanos totalmente imunizados na mesma data. Na segunda-feira, mais de 105 milhões de americanos estavam totalmente vacinados e pelo menos 56% dos adultos - ou 147 milhões de pessoas - haviam recebido pelo menos uma injeção. Isso contribuiu para um declínio acentuado nas infecções, hospitalização e mortes em todas as faixas etárias, segundo autoridades federais.

Alcançar esta meta de 160 milhões imunizados mudará significativamente a forma como as pessoas vão passar o verão no Hemisfério Norte nos Estados Unidos, com menos restrições sanitárias, destacou. "A luz no fim do túnel é cada vez mais forte", disse Biden.

Mas depois de alcançar níveis recorde de vacinação, o número diário de pessoas que recebem uma dose do imunizante está em queda nos Estados Unidos, o que obriga as autoridades a repensar sua estratégia para conseguir chegar aos indiferentes e aos céticos.

Mais do que os imensos centros de vacinação em estádios, as autoridades agora dão destaque a clínicas móveis e à multiplicação de pontos de imunização mais próximos dos habitantes.

Referindo-se a essa "nova fase", o presidente americano disse ainda que o país estava pronto para lançar uma campanha de imunização para adolescentes, tão logo seja autorizada a vacina anticovid da Pfizer para o grupo etário de 12 a 15 anos.

"Só a FDA (Agência Americana de Medicamentos e Alimentos) tomará esta decisão", insistiu. "Mas quero que os pais americanos saibam que quando esse anúncio chegar, estaremos prontos para agir imediatamente", acrescentou.

Autoridades de saúde do país decidiram que a imunidade coletiva - o ponto em que o vírus morre por falta de hospedeiros para transmiti-lo - provavelmente permanecerá indefinida. Mas se 70% da população estiver pelo menos parcialmente vacinada, o país pode continuar removendo gradualmente as restrições que impedem a vida normal, disse um alto funcionário do governo, falando sob condição de anonimato.

Para aumentar a disponibilidade de vacinas, a Casa Branca informou que, se os Estados americanos optarem por não solicitar a remessa completa da vacina a cada semana, as doses voltarão para um pool federal para que outros Estados possam utilizá-las, de acordo com autoridades estaduais e federais .

Os Estados que não reivindicarem sua cota total em uma semana não serão penalizados porque ainda poderão solicitar o valor total na próxima semana, disseram as autoridades.

A mudança, relatada na terça-feira pelo Washington Post, faz pouca diferença para alguns Estados como a Virgínia, que rotineiramente retira todas as doses que o governo federal está disposto a enviar. Mas pode ajudar alguns Estados que são capazes de usar mais doses do que o governo federal alocou para eles com base em sua população. Eles agora terão permissão para pedir até 50% mais doses do que o governo lhes concedeu./AFP e NYT 

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