Após renúncia, ex-primeiro-ministro australiano defende sua gestão

Kevin Rudd, ao lado de sua esposa, diz que sentia orgulho de ter mantido a Austrália à margem da crise

Efe,

24 de junho de 2010 | 02h48

SYDNEY, AUSTRÁLIA - O ex-chefe do governo da Austrália, Kevin Rudd, defendeu nesta quinta-feira, 24, sua gestão depois que a revolta no interior de seu Partido Trabalhista a obrigou a renunciar em favor de Julia Gillard, nova primeira-ministra do país.

Rudd, à frente do governo desde 2007, compareceu em público acompanhado de sua esposa Therese Rein e de seus filhos, em entrevista coletiva na qual fez um longo repasse das ações e políticas empreendidas durante seu mandato.

Visivelmente emocionado, Rudd lembrou o dia em que em nome do povo da Austrália pediu perdão oficialmente às vítimas da geração roubada dos aborígines.

O ex-primeiro-ministro disse que sentia orgulho de ter mantido a Austrália à margem da crise econômica global, e citou projetos de infraestrutura que seu governo impulsionou, como a criação da rede nacional de banda larga.

Falou da chamada "revolução educativa", com 300 mil novos computadores nas salas de aula dos colégios, novas bibliotecas e 50 mil novas vagas em universidades, da reforma do sistema sanitário, a maior investimento em serviços para a prevenção do câncer e uma nova autoridade para tramitar o transplante de órgãos.

Rudd insistiu em que o Parlamento tem que aprovar a legislação sobre o comércio de gases que causam o efeito estufa, um dos assuntos que lhe levou a perder sua popularidade, e que qualificou de necessário "para que possamos fazer uma diferença na mudança climática".

"Espero que tenha podido demonstrar o que foram dois anos e meio muito atarefados, quando demos tudo, e acho que quando olharmos para trás, estas reformas durarão no futuro e farão da Austrália um lugar mais justo e melhor do que teria sido", concluiu.

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