Tom Brenner/ Reuters
Tom Brenner/ Reuters

Após resistência, Trump assina pacote de alívio econômico

Pressionado por congressistas de todas as alas, presidente americano sancionou ajuda de US$ 900 bilhões em meio à pandemia

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2020 | 08h05
Atualizado 28 de dezembro de 2020 | 09h05

WASHINGTON - Pressionado por congressistas de todas as alas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou na noite do domingo, 27, um pacote de estímulo fiscal liberando US$ 900 bilhões em fundos de ajuda emergencial em meio à pandemia.

O pacote legislativo fornecerá bilhões de dólares para a distribuição de vacinas, fundos para escolas, pequenos negócios, hospitais e famílias americanas, e também garantirá o dinheiro necessário para manter o governo funcionando até o final do ano fiscal. 

Trump assinou o projeto de lei durante suas férias na Flórida, após dois programas relevantes de desemprego caducarem, impondo um atraso nos benefícios para milhões de americanos desempregados. 

O presidente, que deixa o cargo em 20 de janeiro depois de perder a eleição de novembro para Joe Biden, recuou da ameaça anterior de bloquear o projeto de lei, que foi aprovado pelo Congresso na semana passada, depois de sofrer intensa pressão de legisladores de ambos os lados. 

O presidente republicano havia exigido que o Congresso mudasse o projeto de lei para aumentar o tamanho dos cheques de estímulo para americanos em dificuldades de US$ 600 para US$ 2.000 e também cortar alguns outros gastos. O presidente não mencionou, no entanto, que o valor de US$ 600 havia sido sugerido pelo seu secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, conforme lembra o jornal Washington Post

Ainda que o estímulo que passou no Congresso tenha metade do tamanho de uma lei aprovada em março, ele é considerado um dos mais importantes pacotes de auxílio da história dos Estados Unidos. O pacote também estende uma moratória sobre despejos que deveria expirar em 31 de dezembro, atualiza o apoio à folha de pagamento de pequenas empresas, fornece financiamento para ajudar a reabrir escolas e ajuda para a indústria de transporte e distribuição de vacinas.

Funcionários da Casa Branca não explicaram por que o presidente decidiu recuar e sancionar o projeto, ao qual ele havia se referido como uma “desgraça” poucos dias antes. O seguro-desemprego pago a cerca de 14 milhões de pessoas por meio de programas de pandemia expirou no sábado, mas será reiniciado agora que Trump assinou o projeto de lei.

Se o presidente não tivesse assinado a legislação, uma paralisação parcial do governo iria começar na terça-feira, o que colocaria em risco a renda de milhões de funcionários do governo. O presidente eleito Joe Biden, já comentou que este projeto de lei é apenas o começo e que um alívio maior, especialmente para os governos estaduais e locais, virá depois.    / NYT e W. Post e AFP

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