EFE/Michael Reynolds
EFE/Michael Reynolds

Após restringir entrada, EUA investigam 300 refugiados por terrorismo

Secretário de Justiça dos EUA, Jeff Sessions, afirmou que o FBI investiga centenas de pessoas que entraram no país como refugiados e estão relacionadas com atividades potencialmente terroristas

O Estado de S.Paulo

06 de março de 2017 | 16h31

WASHINGTON - O governo americano proibiu nesta segunda-feira, 6, a entrada no país durante 120 dias dos refugiados de todo o mundo para reforçar os procedimentos de segurança, e informou que FBI está investigando mais de 300 deles nos Estados Unidos por possíveis atividades terroristas.

"Suspendi temporariamente o programa de admissão de refugiados enquanto são revisados nossos procedimentos de controle e avaliação dos refugiados" que desejam entrar no país, disse o presidente americano, Donald Trump, em sua nova ordem executiva.

No entanto, o Departamento de Segurança Nacional e o Departamento de Estado estudarão as solicitações dos refugiados durante esses 120 dias caso a caso e poderão ordenar uma permissão de entrada a alguns deles para entrar nos EUA caso sua entrada seja algo de "interesse nacional", segundo a nova ordem.

O governo de Trump insistiu em sua teoria de que o programa de refugiados pode servir para a entrada de terroristas, apesar dos rigorosos controles aos quais são submetidos durante anos os que desejam obter asilo nos EUA.

"Sabemos que muita gente que procura apoiar ou cometer atos terroristas tentará entrar no país mediante nosso programa de refugiados", disse nesta segunda-feira o secretário de Justiça dos EUA, Jeff Sessions. "De acordo com o FBI, há mais de 300 pessoas que chegaram aqui como refugiados e estão hoje sob investigação do FBI por potenciais atividades relacionadas com o terrorismo", acrescentou.

O governo não deu detalhes sobre as nacionalidades dos refugiados investigados, embora a ordem executiva assinada por Trump cite dois exemplos de refugiados condenados por atividades terroristas nos EUA.

Em 2013, dois iraquianos que tinham chegado ao país como refugiados em 2009 foram sentenciados a longas penas em prisão por "ofensas relacionadas com o terrorismo"; e em 2014, um somali que tinha chegado ao país como refugiado quando era criança e depois se tornou cidadão americano tentou detonar uma bomba em uma cerimônia natalina em Portland (Oregon), segundo a ordem. / EFE

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