AFP PHOTO / MAXIMILIANO LUNA
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Após resultados, Macri diz que Argentina está disposta a fazer as coisas bem feitas

Líder argentino ressaltou que eleições legislativas ocorreram em ‘um domingo em paz’; ex-presidente Cristina Kirchner destacou que sua coligação emergiu como ‘a oposição mais firme’ ao governo

Luciana Dyniewicz, Enviada Especial / Buenos Aires, O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2017 | 08h12
Atualizado 23 Outubro 2017 | 15h21

BUENOS AIRES - A Argentina é um país decidido a fazer as coisas bem feitas, ressaltou na noite de domingo o presidente Mauricio Macri ao avaliar o resultado das eleições gerais, favorável à sua coligação, Cambiemos.

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"Acreditamos no nosso compromisso sério e profundo com a mudança", argumentou o líder em um auditório na capital argentina.

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Macri destacou também que o dia eleitoral ocorreu em "um domingo em paz", em que se votou livremente "para determinar em que país" os argentinos querem viver e em que não ganhou um grupo de candidatos, nem um partido, senão a certeza de que se pode mudar a história para sempre".

Oposição

Após ser eleita senadora pela Província de Buenos Aires, mas com um porcentual inferior ao de Esteban Bullrich (o candidato do presidente Mauricio Macri), a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner fez um discurso em que se colocou como principal força de oposição do país. 

“Não alcançamos superar nossos adversário, (…) mas a Unidad Ciudadana (sua coligação) emerge como a oposição mais firme ao governo. Os argentinos escolheram que modelo de oposição querem”, disse na noite de domingo, 22, após a apuração dos votos da eleição legislativa.

Com 99% dos votos apurados, Cristina tinha 37% e Bullrich 41%. Ao todo, três cadeiras do Senado foram renovadas pela Província de Buenos Aires. Eleita, Cristina passa a ter prerrogativa de foro, o que torna mais difícil uma prisão caso as investigações em curso na Justiça contra ela avancem. A ex-presidente é suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção.

Cristina não parabenizou seus opositores e afirmou que seus aliados deveriam estar orgulhosos do resultado da disputa.“Devemos estar orgulhosos dessa construção, porque o restante das forças opositoras não resistiram ao avanço do oficialismo”, destacou, em referência ao peronismo.

O peronismo – movimento político do qual a ex-presidente fazia parte, mas do qual se afastou oficialmente nos últimos meses – saiu enfraquecido das eleições, tendo perdido para a coligação Cambiemos, de Macri, em importantes redutos, como a Província de Salta. Na Câmara dos Deputados, onde metade das cadeiras foi renovada, os peronistas conseguiram apenas 15% do total. Os aliados de Cristina ficaram com 22% e os de Macri chegaram a 41%.

Com o resultado de domingo, o presidente passa a ser a maior força na Câmara dos Deputados, mas ainda não chega a ter a maioria absoluta. Sua base sobe de 86 para 107. No Senado, ganha 9 cadeiras e chega a 24, de um total de 72. / Com EFE

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