AFP PHOTO / Joseph EID AND Maher AL MOUNES
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Após retomada de Palmyra, Assad diz que é preciso ‘acelerar a luta’ contra o terror

Presidente sírio afirmou que quer colaborar nos esforços para combater o terrorismo, e pediu às agências da ONU que apoiem o governo na reconstrução das ruínas da cidade histórica

O Estado de S. Paulo

30 de março de 2016 | 09h59

DAMASCO - O presidente da Síria, Bashar Assad, afirmou nesta quarta-feira, 30, que agora é "o momento mais apropriado para acelerar a luta coletiva contra o terrorismo", após a tomada da cidade monumental de Palmyra, em uma carta dirigida à ONU.

Assad enviou uma carta ao secretário-geral da ONU, Bank Ki-moon, agradecendo sua reação pela tomada do Exército sírio do controle de Palmyra das mãos do grupo terrorista Estado Islâmico.

O líder sírio reiterou no texto a disposição de seu país em cooperar com "todos os esforços sinceros que tenham como objetivo combater o terrorismo".

Além disso, Assad pediu às agências da ONU que apoiem o governo na restauração das ruínas de Palmyra, que são Patrimônio Mundial da Unesco.

Há três dias, as forças governamentais sírias retomaram a cidade histórica, dez meses depois de os extremistas a conquistarem em uma ofensiva no leste de Homs.

Desde domingo, os esforços das autoridades estão focados em consolidar seu triunfo em Palmyra, e para isso também lançaram um ataque contra a cidade de Al Qaritain, que conecta a região histórica a Damasco e que está dominada pelo Estado Islâmico.

No dia 27, Ban mostrou sua satisfação pela recuperação de Palmyra pelos soldados sírios. "Estamos animados e somos afortunados" que as tropas sírias tenham recuperado Palmyra, disse Ban durante uma entrevista coletiva em Amã, onde estava em visita oficial.

Rússia. Os bombardeios aéreos russos na Síria foram muito mais mortíferos que os da coalizão internacional liderada pelos EUA, aponta um relatório do grupo de monitoramento Airwars divulgado na terça-feira.

Segundo o Airwars, uma ONG com base em Londres que trabalha com informações disponíveis publicamente sobre os bombardeios, os aviões russos mataram provavelmente "entre 1.096 e 1.448 civis" entre outubro e dezembro de 2015, em 192 ataques realizados apenas na Síria.

Em comparação, os bombardeios da coalizão internacional provocaram provavelmente a morte de 1.044 pessoas no Iraque e na Síria desde o início da campanha contra o Estado Islâmico em agosto de 2014, afirma.

Entre outubro e dezembro de 2015, a coalizão teria matado entre 178 e 223 civis no Iraque e na Síria, seis vezes menos que os russos apenas na Síria, destaca a ONG.

A Rússia negou que tenha os civis como alvo e sustentou que só ataca os jihadistas e outros grupos terroristas contrários ao regime. Por outro lado, ocidentais e grupos contrários a Assad acusam os russos de concentrarem seus bombardeios nos grupos rebeldes opositores sírios e em "infraestruturas civis", como usinas de tratamento de água, padarias, depósitos de alimentos e comboios de ajuda humanitária, denuncia a Airwars. /EFE e AFP

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