Keystone, Jean-Christophe Bott/AP
Keystone, Jean-Christophe Bott/AP

Após reunião com Kerry, ministro do Irã diz que acordo nuclear pode ocorrer em 'breve'

Zarif deve se encontrar com ministros dos países do G5+1 enquanto secretário dos EUA prepara detalhes técnicos de um possível acordo

O Estado de S. Paulo

16 Março 2015 | 10h56

LAUSANNE - O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamed Jawad Zarif, e o secretário de Estado americano, John Kerry, concluíram nesta segunda-feira, 16, em Lausanne a primeira reunião de uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Zarif, que abandonou o hotel pouco depois das 14 horas (11 horas, em Brasília), respondeu a uma pergunta sobre as negociações com um breve "finalmente, obteremos algo".

Zarif se dirigiu ao aeroporto para pegar um voo rumo a Bruxelas, onde deve se encontrar ainda nesta segunda com a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, e os ministros das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, França e Alemanha.

Estes três países, mais China, Rússia, e EUA, formam o grupo G5+1, que negocia com o Irã um acordo para que o programa nuclear iraniano seja pacífico e, em troca, as potências retirem sanções econômicas.

Kerry, que ficará em Lausanne enquanto Zarif está em Bruxelas, coordenará com sua delegação os passos a seguir, sobre os detalhes técnicos do acordo. Esses detalhes estão sendo negociados em Lausanne pelo secretário de Energia dos EUA, Ernest Moniz, e o responsável da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali-Akbar Salehi, que já realizaram reuniões de trabalho na anterior rodada.

As negociações se encontram em um momento crucial, dado que as partes colocaram como meta alcançar um acordo político antes de final do mês. O prazo oficial expira em 30 de junho, mas para poder alcançá-lo e ter tempo para limar os complicados aspectos técnicos entende-se que o acordo inicial deve estar pronto no final de março.

Kerry afirmou recentemente em entrevista que seu país não vê com bons olhos estender o prazo de novo - já ocorreu em duas ocasiões - porque os termos da negociação não mudarão em um futuro próximo, por isso não vale a pena estender a negociação. /EFE

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