REUTERS/Marco Bello
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Após sanções americanas, escassez de gasolina piora na Venezuela

Nas últimas semanas, acesso a crédito para importação de combustível refinado tem sido dificultado

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2017 | 18h16

CARACAS - Os venezuelanos voltaram a sofrer nos últimos dias com o agravamento da escassez de gasolina em diversas cidades no país. Os casos mais graves ocorrem em Caracas e nos Estados de Trujillo, Zulia, Lara e Bolívar. Na madrugada, a estatal PDVSA enviou caminhões-tanque para diversas cidades em uma tentativa de normalizar o abastecimento. 

Ao longo da tarde, as filas diminuíram um pouco, mas os clientes demonstravam irritação com o fato de só estar disponível o combustível de octanagem mais baixa. Emalguns postos de gasolina as bombas estão desativadas ou funcionam poucas vezes por semana.

A oposição venezuelana denunciou no começo do mês o agravamento da escassez de combustível no país e pediu que o governo tomasse providências para normalizar a situação. 

A Venezuela tem a gasolina mais barata do mundo, graças a abundância de petróleo e pesados subsídios. No entanto, o combustível tem de ser refinado fora do país e importado. 

Com o agravamento da crise a no país e as últimas sanções impostas pelos Estados Unidos, que dificultaram o acesso do governo a crédito, analistas acreditam que o acesso à gasolina deve ficar mais difícil. 

No começo da semana, o ministro do Petróleo Eulogio del Pino responsabilizou as sanções pela falta de gasolina na Ilha de Margarita, um dos principais pontos turísticos do país. Um navio que levava combustível importado para a ilha perdeu o prazo porque bancos americanos não autorizaram um pagamento. / EFE e AFP

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