Aizar Raldes/AFP
Aizar Raldes/AFP

Após senadora assumir presidência da Bolívia, Evo Morales denuncia 'golpe mais arteiro e nefasto'

Evo criticou ausência de quórum na Assembleia e apoio da Polícia e Forças Armadas

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2019 | 23h13

MÉXICO - O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, denunciou nesta terça-feira, 12, que seu país passa "pelo golpe mais arteiro e nefasto da história", em reação à proclamação da segunda vice-presidente do Senado e opositora política, Jeanine Áñez, como presidente interina do país. 

"Uma senadora de direita golpista se autoproclama presidenta do Senado e logo presidenta interina da Bolívia sem quórum legislativo, rodeada de um grupo de cúmplices e apoiada pela FFAA (Forças Armadas) e a Polícia que reprimem o povo", escreveu em sua conta no Twitter. 

Evo também denunciou, "ante a comunidade internacional", que a "autoproclamação de uma senadora como presidenta" viola a Constituição boliviana e as normas internas da Assembleia Legislativa. Acrescentou ainda que a proclamação "se consome sob o sangue dos irmãos assassinados por forças policiais e militares usadas para o golpe". 

Nesta terça, Áñez assumiu a presidência interina da Bolívia dois dias depois da renúncia de Evo, em uma sessão parlamentária onde estiveram ausentes os representantes do partido governista Movimento Ao Socialismo (MAS), onde prometeu que irá convocar novas eleições "o mais rápido possível", hoje previstas para janeiro. 

Como segunda vice-presidente do Senado, a política do partido União Democrata assumiu após todos os governantes que estavam na linha sucessória da presidência do país terem renunciado aos seus cargos junto com Evo. 

Os parlamentários do MAS, partido de Evo, estiveram ausentes na sessão, ao terem comparado a situação na Bolívia com a vivida na Venezuela, onde o opositor líder da Assembleia Juan Guaidó se autodeclarou presidente no início do ano. / EFE

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