Após sequestro, navio de guerra dos EUA parte para Somália

Embarcação americana foi raptada por piratas; tripulação retomou controle, mas capitão segue refém

Efe,

08 de abril de 2009 | 19h55

O navio de guerra USS Bainbridge zarpou nesta quarta-feira, 8, para a região onde piratas somalis capturaram a embarcação cargueira com bandeira americana Maersk Alabama, informaram fontes oficiais citadas pela rede de televisão CNN. Elas acrescentaram que outros seis ou sete navios também navegam para o lugar, mas não esclareceram a envergadura ou o ponto de onde zarparam.

 

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A partida dos navios foi divulgada depois que o Pentágono informou que os tripulantes do Maersk Alabama tinham recuperado o controle da embarcação. No entanto, os piratas ainda mantêm retido o capitão do navio, Richard Phillips, informou a CNN. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que o governo dos Estados Unidos observa atentamente o desenvolvimento de "este ato de pirataria e a captura de um navio com 21 cidadãos americanos."

 

Em uma breve conversa com jornalistas depois de se reunir com o ministro de Assuntos Exteriores do Marrocos, Taieb Fassi Fihri, Hillary disse que "o mundo deve se unir para colocar fim ao flagelo da pirataria". Ken Quinn, segundo oficial do Maersk Alabama, disse por telefone à CNN que os 20 membros da tripulação estão tentando conseguir a libertação do capitão, ao oferecer alimentos aos sequestradores como resgate.

 

Quinn acrescentou que os quatro piratas e o capitão estão no bote salva-vidas, após os atacantes terem afundado a própria embarcação quando chegaram à embarcação cargueira com bandeira americana. O segundo oficial disse que a tripulação conseguiu prender um pirata e mantê-lo detido por 12 horas, e que o libertou depois em troca da entrega do capitão, mas o acordo não funcionou.

 

O navio de 17 mil toneladas foi capturado nesta quarta quando navegava perto do litoral da Somália. O cargueiro se dirigia a Mombaça quando foi atacado, às 5h (23h de Brasília de terça), a cerca de 500 quilômetros do litoral da Somália, informou a empresa Moller-Maersk, em Copenhague.

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