REUTERS/Carlos Barria (20/1/2021)
REUTERS/Carlos Barria (20/1/2021)

Após ser banido do Facebook e Twitter, Trump lança sua própria rede social

Segundo o site especializado em política americana 'The Hill', a plataforma de Trump, 'From the Desk of Donald J. Trump', apresenta vídeos do ex-presidente e declarações que têm sido enviados por e-mail há várias semanas a seus seguidores

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2021 | 18h08
Atualizado 05 de maio de 2021 | 13h03

WASHINGTON - O ex-presidente americano Donald Trump lançou uma nova ferramenta para se comunicar com seus apoiadores, uma vez que teve suas contas banidas de plataformas como Twitter e Facebook. A ferramenta é um espaço em seu site que permite a ele postar mensagens que podem ser compartilhadas por outras pessoas nessas duas redes.

Segundo o site especializado em política americana The Hill, a plataforma de Trump, 'From the Desk of Donald J. Trump', apresenta vídeos do ex-presidente e declarações que têm sido enviados por e-mail há várias semanas a seus seguidores.

Apoiadores podem se inscrever para serem notificados quando Trump enviar uma mensagem de seu site, semelhante a funções de outras plataformas de mídia social. 

As contas de Trump no Facebook e no Twitter foram suspensas sob a acusação de que ele incitou a violência que levou aos mortais tumultos no Capitólio em 6 de janeiro. A decisão suscitou uma discussão sobre a liberdade de expressão e levantou a questão sobre os poderes das grandes empresas de tecnologia, também alvo de preocupação de outros líderes pelo mundo.

Depois de anos tratando a retórica inflamada de Trump com uma leve repreensão, Facebook e Instagram, de propriedade do Facebook, silenciaram suas contas em 7 de janeiro, dizendo na época que ele seria suspenso "pelo menos" até o final de sua presidência, em 20 de janeiro. 

Em um pequeno vídeo postado em suas contas de mídia social, Trump exortou seus partidários a "voltarem para casa", enquanto repetia mentiras sobre a integridade da eleição presidencial. A mudança do Facebook veio depois que Trump foi expulso do Twitter, seu site preferido no qual mantinha 88 milhões de seguidores. 

O lançamento foi feito um dia antes de uma decisão definitiva sobre seu veto no Facebook. Nesta quarta-feira, 7, o Conselho de Supervisão semi-independente do Facebook planeja anunciar sua posição sobre o veto a Trump no Facebook. Se o conselho votar a favor do republicano, o Facebook tem sete dias para restabelecer sua conta. Se decidir sustentar sua posição,  Trump permanecerá "indefinidamente suspenso". 

O Twitter informou que sua proibição é permanente, mesmo se ele se candidatar à presidência novamente.

Uma fonte familiarizada com o assunto disse que o novo site de Trump foi construído pela Campaign Nucleus, a empresa de serviços digitais criada pelo ex-gerente de campanha de Trump Brad Parscale. O consultor sênior de Trump, Jason Miller, disse em um tuíte que o projeto não era ainda a plataforma de mídia social que Trump planeja lançar e deve "anunciar novidades em breve". 

Postagens na nova plataforma repetem a falsa alegação de Trump de que ele perdeu a eleição de 2020 por causa de fraude eleitoral generalizada e denegriu colegas republicanos que o criticaram, como o senador Mitt Romney e a deputada Liz Cheney.

O Twitter Inc e o Facebook removeram conteúdo postado de outras contas que, segundo eles, tentavam contornar as proibições de Trump. As empresas não responderam imediatamente aos pedidos de comentários sobre como tratariam as postagens compartilhadas no novo espaço./COM REUTERS 

 

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