EFE
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Após terremoto, autoridades da Indonésia tentam esvaziar centros turísticos; nº de mortos vai a 98

Equipes de resgate buscam sobreviventes entre os escombros de casas, mesquitas e escolas que foram destruídas no domingo por um tremor de 6,9 graus de magnitude

O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2018 | 06h17
Atualizado 06 Agosto 2018 | 10h01

MATARAM, INDONÉSIA - Autoridades da Indonésia tentam retirar nesta segunda-feira, 6, 2 mil pessoas de centros turísticos populares e enviou socorristas à Ilha de Lombok, depois que um forte terremoto matou ao menos 98 pessoas e reduziu milhares de edifícios a escombros. A Agência Nacional de Mitigação de Desastres (BNPB) disse acreditar que o número de vítimas ainda deve aumentar.

O tremor de 6,9 graus de magnitude deixou em pânico turistas e moradores da região, onde há uma semana outro sismo foi registrado, deixando 17 mortos.

Nesta manhã, equipes de resgate buscam sobreviventes entre os escombros de casas, mesquitas e escolas que foram destruídas na tarde de domingo. “209 sofreram ferimentos graves”, disse o porta-voz da agência nacional de desastres, Sutopo Purwo Nugroho, no último balanço de vítimas divulgado.

“Há desafios: as estradas foram destruídas, três pontes foram danificadas, é difícil chegar a alguns lugares e não temos equipe suficiente”, detalhou ele.

Socorristas também tentam retirar cerca de 1,2 mil turistas das Ilhas Gili, três pequenas ilhas tropicais a poucos quilômetros da costa de Lombok, populares entre mochileiros e mergulhadores. Funcionários locais do departamento de desastres disseram que já haviam retirado 358 turistas, “indonésios e estrangeiros”, e o restante está aguardando o mesmo, disse o porta-voz.

Várias réplicas já foram sentidas nesta segunda-feira, uma delas de magnitude 5,3, o que voltou a provocar pânico entre moradores e turistas. Segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS), o epicentro do sismo de domingo foi registrado a 10 km de profundidade. / AFP e REUTERS

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