Após terremoto, caos político predomina no Haiti

Em meio à epidemia de cólera e ao caos eleitoral, o segundo turno da eleição presidencial no Haiti previsto para o domingo é incerto. Os resultados divulgados há mais de um mês foram rejeitados pelos opositores e observadores internacionais. Segundo documento que foi divulgado à imprensa, a Organização dos Estados Americanos (OEA), que acompanhou a votação e a apuração, rejeitou o resultado - a publicação oficial ainda não foi feita.

AE, Agência Estado

12 de janeiro de 2011 | 07h53

Os resultados divulgados pelo governo mostram a candidata opositora Mirlande Manigat em primeiro lugar, com 31,3% dos votos. Ninguém contesta a liderança dela, mas a dúvida é sobre quem é seu adversário no segundo turno. O Conselho Eleitoral do Haiti afirma que é o candidato governista Jude Celestin, genro do atual presidente, René Préval. Segundo números oficiais, ele teria obtido 22,5% dos votos, pouco mais do que o cantor populista Michel Martelly, que teria recebido 21,8%.

No entanto, de acordo com o relatório da OEA, as posições deveriam ser invertidas, com Martelly no segundo turno contra Manigat, pois o cantor teria recebido mais votos do que Celestin. Por causa do impasse, não há perspectiva de que a votação final ocorra antes de fevereiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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