Após terremoto, Japão pede para indústria racionar energia

Fechamento de usina aumenta temor sobre setor nuclear, responsável por 30% do fornecimento no país

KENTARO HAMADA, REUTERS

20 Julho 2007 | 09h21

O ministro do Comércio do Japão pediu para as indústrias limitarem o uso de eletricidade nos horários de pico e ordenou que instalações nucleares realizem rígidas checagens de segurança, depois que um forte terremoto levou ao fechamento da maior usina nuclear do mundo. O ministro da Economia, Comércio e Indústria, Akira Amari, disse nesta sexta-feira que a operadora Tepco informou a ele que haverá energia suficiente se as temperaturas do verão (no hemisfério norte) ficarem na média, mas que pode haver falta caso o período seja muito quente. "Como não podemos descartar um aumento incomum da demanda devido a um grande salto das temperaturas, é necessário ficar no lado seguro", disse Amari a repórteres. "Precisamos pedir para a indústria limitar o uso de energia nos períodos de pico." A usina nuclear Kashiwazaki-Kariwa foi fechada por tempo indeterminado após o terremoto de magnitude 6,8 da segunda-feira no noroeste do Japão, que causou vazamento de radiação. Dez pessoas morreram em consequência do tremor e centenas de casas desabaram. Os temores em relação à segurança da indústria nuclear, que fornece cerca de um terço da eletricidade do Japão, ressurgiram com os vazamentos. A Tepco fornece energia para a área metropolitana de Tóquio.

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