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Após terremoto na região central da Itália, milhares de pessoas abandonam casas e ficam em tendas

Novos tremores abalaram mais ainda a região turística de Marcas; prefeitos pedem soluções alternativas para desabrigados em razão das chuvas e do frio

O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2016 | 12h03

ROMA - Milhares de pessoas passaram a noite fora de suas casas nas localidades italianas de Camerino, Muccia, Visso, Ussita e Castelsantangelo Sul Nera, após dois terremotos abalarem o centro do país na quarta-feira.

De acordo com as primeiras estimativas dos prefeitos dessas regiões, milhares de pessoas abandonaram suas casas tanto pelos danos como pelo medo dos novos tremores que ocorreram durante toda a madrugada.

Dois meses depois do terremoto do dia 24 de agosto, que devastou regiões inteiras e causou 297 mortes, foi registrado na mesma região um tremor de 5,4 graus de magnitude na escala Richter às 19h11 locais (15h11 em Brasília), e outro de 5,9 graus às 21h18 locais (17h18 em Brasília).

O epicentro do terremoto foi nas cidades Camerino, Muccia, Visso, Ussita e Castelsantangelo Sul Nera, onde edifícios foram danificados, pessoas feridas sem gravidade e um idoso morreu de infarto.

O segundo terremoto, muito mais forte que o anterior, surpreendeu as pessoas que já estavam fora de suas casas e por isso não houve feridos ou vítimas.

Os prefeitos das áreas abaladas advertiram que as tendas de campanha não podem ser a solução em razão do mau tempo, já que choveu durante toda a noite, e do frio, e pediram que se estudem outras soluções.  

Golpe. Os novos terremotos que castigaram a região italiana de Marcas "foram o golpe final" para uma região considerada como turística para muitas pessoas, relatou nesta quinta-feira, 27, um dos moradores afetados de Visso, próximo ao epicentro.

Giuseppe Sorrana passeava pelo acampamento de deslocados do pequeno município de Visso, cujas ruas apresentam um aspecto desolador em razão da fuga de seus habitantes após os terremotos recentes.

Até o momento, não há registros de vítimas, mas apesar disso os tremores a população e os turistas com medo. "Aqui todos nos transformamos em pobres. Antes era uma zona turística, mas depois de 24 de agosto as pessoas começaram a ir embora. Ficamos porque somos residentes", afirmou Sorrana.

Ele também lamenta que os restaurantes onde antes eram servidos pratos suculentos, "agora estão todos fechados". "Aqui não vem ninguém. As casas e certas ruas estão arruinadas.” / EFE

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