Após terremoto, popularidade de Bachelet se mantém

A popularidade da presidente do Chile, Michelle Bachelet, que deixa o cargo nesta quinta-feira, manteve-se em 84%, apesar de algumas críticas a seu governo pela lentidão em enviar ajuda e destacar militares após o devastador terremoto ocorrido em 27 de fevereiro, segundo uma pesquisa divulgada hoje.

AE-AP, COM DOW JONES, Agencia Estado

09 de março de 2010 | 15h53

A sondagem da empresa Adimark foi feita antes e depois do tremor e mostrou avaliação semelhante a respeito da presidente. O nível de aprovação de 84% é igual ao registrado pela levantamento feito em janeiro, com 10% de desaprovação.

O nível de aprovação do governo foi de 75% ante 19% que desaprovam a gestão.

Bachelet, frequentemente calorosa com seus interlocutores, mas que não deixa transparecer suas emoções, se emocionou em várias oportunidades após a tragédia que afetou o Chile e em uma ocasião disse que era pela dor de ver tanta tragédia. Noventa e seis por cento dos entrevistados disseram que Bachelet é "querida pelos chilenos".

A Adimark também mediu o nível de aprovação de algumas instituições que tiveram atuação após a catástrofe natural.

Os bombeiros, que são uma instituição de voluntários que trabalhou intensamente nos resgates, conquistou 100% de aprovação. A polícia teve 94% e o Exército 91%, enquanto que o órgão estatal Onemi, que distribui ajuda aos atingidos pela catástrofe e recebeu críticas por seu desempenho, recebeu apenas 44% de aprovação e 42% de desaprovação.

Piñera

A mesma pesquisa avaliou a aprovação do presidente eleito Sebastian Piñera, que subiu para 59% após o terremoto. Já os que pensam que ele será "ruim ou muito ruim" para o país caiu para 3%. Uma sondagem prévia, encerrada no dia 24 de fevereiro, poucos dias antes do terremoto, mostrou que 58% achavam que Piñera seria bom para o país e 10% acreditavam que ele seria ruim. As áreas mais positivas para o presidente eleito são "segurança e ordem pública" com 70% de expectativas favoráveis.

Piñera, que foi o primeiro conservador democraticamente eleito em 52 anos, iniciará seu mandato com "expectativas altamente positivas" e com "unidade maior do que antes da catástrofe do dia 27 de fevereiro", diz a Adimark.

A última pesquisa da empresa foi realizada entre 3 e 6 de março, com 1.129 pessoas. O levantamento tem margem de erro de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos.

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