Após tiroteiros, Sudão ordena desmantelamento de milícias

O Parlamento sudanês ordenou neste domingo, 25, à polícia do país que garanta a segurança de Cartum, desmantele todas as milícias que operam na cidade e apreenda todas as armas ilegais,após combates que causaram a morte de dez pessoas no sábado à noite na capital. Segundo um comunicado parlamentar emitido neste domingo, a medida é uma resposta do governo às dez vítimas fatais, entre elas dois policiais, que perderam a vida em um tiroteio entre agentes de segurança e milicianos do Movimento de Libertação do Sudão (MLS) em um dos bairros de Cartum. De acordo com a nota, os oito rebeldes mortos pertenciam à facção do MLS dirigida por Menni Arkau Minawi, chefe da autoridade interina de Darfur e único líder da conflituosa região ocidental que firmouacordos de paz com o governo central em maio de 2006, em Abuja, na Nigéria. Nos combates, que aconteceram no bairro de Muhandisin, no distrito de Omdurman, a oeste de Cartum, 18 agentes ficaram feridos e 41 membros do MLS detidos. O ministro do Interior sudanês, Zabir Bashir Taha, explicou que a origem do conflito remonta à última quinta-feira, quando vários moradores do bairro denunciaram agressões feitas pelos insurgentes do MLS. Em declarações à imprensa dadas neste domingo, Bashir Taha acrescentou que a polícia interveio para deter os supostos agressores que se encontravam em uma instalação do MLS, mas os milicianos se negaram aColaborar. Após a operação, de acordo com a versão oficial, foi feito um acordo com os rebeldes para que os suspeitos fossem entregues em 48 horas. Quando a Polícia retornou após o fim do prazo para realizar uma busca e esvaziar o edifício, foi recebida com disparos. Os policiaisresponderam e deram início ao tiroteio. No entanto, o porta-voz oficial do MLS afirmou que a polícia atacou instalações hospitalares do Movimento de Libertação no qual eram mantidos vários feridos.

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