Charlie Neibergall/AP
Charlie Neibergall/AP

Após treino intenso, Obama tenta dar troco no 2° debate com Romney

Presidente deve usar morte de Bin Laden e retiradas do Iraque e Afeganistão para convencer eleitor

Denise Chrispim Marin, corresnpodente em Washington,

15 de outubro de 2012 | 21h03

WASHINGTON - A apenas três semanas das eleições do dia 6, o presidente dos EUA, Barack Obama, enfrenta nesta terça-feira um debate decisivo na campanha contra o republicano Mitt Romney. O encontro em Hempstead, no Estado de Nova York, terá a política externa e interna como tema. O desafiante prepara-se para enfrentar um Obama mais preparado do que no primeiro confronto, em Denver (Colorado), há duas semanas.

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O presidente terá como principais argumentos a morte de Osama bin Laden, o fim da guerra no Iraque e o compromisso de retirada das tropas do Afeganistão em 2014. Mas, assim como na semana passada aconteceu a seu vice-presidente, Joe Biden, terá no episódio do ataque ao consulado americano em 11 de setembro em Benghazi, na Líbia, um ponto fraco a ser explorado por Romney.

Em discursos, o republicano vem acusando Obama de ter enfraquecido o poderio militar dos EUA, negado o apoio a um ataque de Israel contra as instalações nucleares do Irã e sido tolerante com as práticas comerciais desleais da China.

"O presidente tem muito claro que Romney teve uma melhor noite (em Denver). Mas as pessoas não estão votando no melhor chefe de vendas. Elas estão procurando alguém capaz de representá-los bem na Casa Branca", afirmou a porta-voz da campanha de Obama, Jen Psaki. "Ele está com mais energia, e eu espero que ele faça uma defesa apaixonada (de sua reeleição)."

Os assessores do presidente o preparam desde sábado, num resort em Virgínia, para mostrar-se mais firme tanto na defesa das propostas para seu segundo mandato como no confronto com Romney. Em especial, para apontar e revidar a nova retórica mais moderada do republicano.

Entre seus preparadores estavam o vice-conselheiro de Segurança Nacional, Ben Rodhes, a ex-porta-voz da CIA, Marie Harf, e John Kerry, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, que interpreta Romney nos ensaios.

O republicano não mudará seu mais recente estilo moderado. A guinada para o centro foi resultado de pressão da família Romney sobre o comando da campanha e resultou em pontos positivos nas pesquisas eleitorais.

O candidato tem sido preparado nas proximidades de sua casa, em Massachusetts, por uma equipe liderada pelo senador Rob Portman, de Ohio, que faz o papel de Obama.

A surpresa desse debate poderá vir de seu formato aberto às perguntas da plateia - cerca de 82 eleitores indecisos convidados ao evento.

As questões serão, portanto, menos previsíveis do que as de um jornalista moderador e podem provocar situações de embaraço para ambos. Obama tem se exposto bastante a esse tipo de evento desde o ano passado. Romney, ao contrário, mostrou-se menos propenso à exposição e ao improviso.

Em 31 Estados, a votação antecipada - pessoalmente ou por correio - já começou.  

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