U.S. Air Force photo by R. Nial Bradshaw
U.S. Air Force photo by R. Nial Bradshaw

Após Trump ameaçar 52 alvos iranianos, EUA fazem teste com 52 caças 

Segundo força aérea americana, tanto o número como o momento do exercício 'caminhada de elefante' com os F-35A são uma coincidência

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2020 | 17h06

BASE DE HILL, EUA - Os EUA conduziram seu primeiro exercício em massa com o novo caça F-35A, lançando 52 deles de sua base em Utah, segundo informou a unidade 388ª Ala de Caça da força aérea.

A força aérea americana, porém, defendeu a tese de que foi uma coincidência o fato de o número de aeronaves apresentadas ser o mesmo dos alvos citados pelo presidente Donald Trump em sua ameaça de ataque ao Irã - ele disse que tinha  mapeado 52 pontos iranianos, incluindo de seu patrimônio cultural. 

"Assim como o momento, o número é uma coincidência. Esse é o máximo (de aviões) que podemos colocar no ar", disse o porta-voz da força aérea de Hill, Micah Garbarino, segundo o jornal britânico The Guardian. Ele explicou que o exercício vinha sendo planejado há meses. 

 

O último F-35A Lightning foi entregue em dezembro, quatro anos após o lançamento do primeiro modelo. Os novos jatos elevaram a 78 o número de aeronaves da força ativa das Alas 388 e 419. 

De acordo com o Guardian, dos três esquadrões ativos, um está está em operação no Oriente Médio - e dois deles estacionados em Utah, que participaram do exercício em massa conhecido na força aérea pelo termo "caminhada de elefante”.

A base conduziu os voos de testes por mais de dez minutos na manhã de segunda-feira, como anunciou a Ala 388. 

O exercício representa a conquista da capacidade total de combate do F-35, considerado o programa militar mais caro já desenvolvido, marcado por controvérsias, questões técnicas e excedentes de custos. 

 

O F-35A é uma versão convencional de decolagem e pouso do avião. O plano dos EUA é desenvolver mais de 2,6 mil aviões entre agora e 2037. 


 

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