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Após Trump ameaçar romper relações, China pede cooperação aos EUA 

Tensão entre países disparou nas últimas semanas, com a troca de acusações sobre a origem da pandemia, que já matou mais de 300 mil pessoas no mundo 

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2020 | 16h32

PEQUIM - A China pediu nesta sexta-feira, 15, o reforço da cooperação com os Estados Unidos na luta contra a pandemia da covid-19, apesar das ameaças do presidente americano, Donald Trump, de "cortar todos os laços" com Pequim.

O porta-voz da diplomacia chinesa, Zhao Lijian, pediu hoje o reforço da cooperação bilateral na luta contra o novo coronavírus. "Manter relações estáveis entre a China e os EUA é do interesse fundamental dos dois povos e da paz e da estabilidade no mundo", disse ele à imprensa.

Ontem, Trump endureceu sua retórica contra a China, afirmando que não falaria com seu colega Xi Jinping e ameaçando cortar laços bilaterais. Ele rejeita a forma como Pequim administrou a pandemia.

"Tenho um relacionamento muito bom (com Xi), mas agora não quero falar com ele", disse Trump à Fox Business, acrescentando que está "muito decepcionado" com o tratamento chinês da pandemia.  "Há muitas coisas que poderíamos fazer. Poderíamos fazer coisas. Poderíamos cortar todos os relacionamentos", ele ameaçou, sem dar detalhes. 

A tensão entre Estados Unidos e China disparou nas últimas semanas, com a troca de acusações sobre a origem da pandemia, que já matou mais de 300 mil pessoas no mundo. 

Trump sustenta que Pequim mentiu sobre a magnitude real da pandemia, deflagrada no final de 2019 na cidade de Wuhan, centro da China. Segundo ele, isso teria permitido sua propagação. / AFP 

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