REUTERS/Marco Bello
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Após Trump, Maduro anuncia que também não irá à Cúpula das Américas

Presidente venezuelano aponta justifica ausência após suposta retirada da segurança da delegação do país e afirma que evento é “perda de tempo”

O Estado de S.Paulo

11 Abril 2018 | 02h19

CARACAS – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira, 10, que não irá à oitava Cúpula das Américas porque supostamente foi retirada a segurança da delegação venezuelana e porque considera que o evento "uma perda de tempo".

"Retiraram a segurança de toda a delegação da Venezuela, por isso ontem à noite [segunda-feira, 9] decidi que não vou à Cúpula das Américas em Lima e vou ficar com o povo da Venezuela nos dias 13 e 14", declarou Maduro em um ato de governo em Caracas.

Em meados de fevereiro o Peru retirou o convite a Maduro e se justificou pelo fato de os 14 países da região que formam o Grupo de Lima e outras nações, incluindo os Estados Unidos, terem vetado a presença do governante lançando mão da Declaração de Québec, de 2001.

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Maduro afirmou nessa terça-feira, 10, que esta suposta decisão do governo peruano de retirar a segurança da delegação venezuelana é "ilegal" e "inamistosa" e que nos dias 13 e 14 ficará no país para "lembrar" a tentativa de golpe de Estado que sofreu o então presidente Hugo Chávez (1999-2013) no dia 11 deste mês em 2002.

"Fico na Venezuela, essa é a minha decisão (...) Não vamos à cúpula", reiterou o chefe do Executivo sobre a viagem que qualificou de "perda de tempo".

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O presidente da Venezuela comentou também que a ausência de última hora anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se deve ao fato de seu homólogo americano considerar Lima "um pátio traseiro" e de que "despreza, usa e desusa" os líderes de direita da América Latina.

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Trump não viajará para a cúpula para concentrar-se nos eventos na Síria. Em seu lugar irá o vice-presidente Mike Pence.

A decisão de excluir a Venezuela da cúpula, uma ação que o país caribenho considera ilegal, levou nessa terça-feira o governo de Antígua e Barbuda a anunciar que também não participará da reunião.

Outros países ideologicamente próximos à Venezuela, como Bolívia e Cuba, também expressaram seu incômodo pela forma como se vetou a presença do país, mas, por enquanto, não anunciaram sua ausência do evento. //EFE

 

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