AFP PHOTO / RONALDO SCHEMIDT
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Após um mês, protestos na Venezuela têm 26 mortes

Oposição fala em mais de 40 mortos, mas número não é confirmado

Felipe Corazza, enviado especial / Caracas, O Estado de S.Paulo

01 Maio 2017 | 21h19

CARACAS - Oposição e chavistas ocuparam nesta segunda-feira, 1.º, as ruas de Caracas em manifestações para marcar o Dia do Trabalho. Dezenas de milhares de pessoas se concentraram em Altamira, bairro rico da capital venezuelana, para tentar seguir em marcha até a sede do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), no centro.

A arquiteta Magali Sánchez, que vive em um apartamento na região do TSJ, já previa que seria impossível horas antes da caminhada começar. “Saí de lá e já vi ônibus de chavistas chegando e gente da Guarda Nacional Bolivariana.” Antevendo repressão para evitar o avanço da passeata, ela disse esperar que “pelo menos hoje não haja mortes”. 

Há um mês, quando o TSJ emitiu uma sentença que esvaziava os poderes da Assembleia Nacional, comandada pela oposição, os protestos ganharam força no país. Até o momento, a cifra de mortos está em 26 – opositores falam em mais de 40, mas não há confirmação. 

Nesta segunda, a organização da marcha decidiu alterar o trajeto previsto para evitar um bloqueio da GNB na Autopista Francisco Fajardo. A ideia passou a ser utilizar outra via expressa ao norte da cidade. Não funcionou. Antes mesmo de ocupar a via, manifestantes foram barrados pelas forças de segurança e houve confronto. 

Segundo o prefeito de Chacao – município que forma a grande Caracas e onde está o bairro de Altamira – pelo menos 14 feridos foram levados a postos de atendimento na região. A guarda nacional lançou centenas de bombas de gás lacrimogêneo para tentar afastar os opositores e alguns “black blocs” que também participaram da marcha desde o início. Segundo a oposição, houve protestos em 15 Estados venezuelanos.

 

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