Após vencer eleições, opositor pede unidade no Panamá

O empresário opositor Ricardo Martinelli ganhou ontem com folga as eleições presidenciais do Panamá sobre a adversária governista Balbina Herrera. Martinelli pediu unidade no país, para o combate à pobreza e à insegurança. O presidente do Tribunal Eleitoral, magistrado Erasmo Pinilla, informou que Martinelli foi o vencedor "indiscutível" da disputa. A proclamação oficial do resultado será feita somente na quarta-feira. O presidente Martín Torrijos felicitou Martinelli em uma mensagem e o convidou à sede da presidência, para tratar da transição. "Tenho a certeza e a fé no futuro da nossa pátria", afirmou Torrijos.

AE-AP, Agencia Estado

04 de maio de 2009 | 12h30

O dirigente conservador, que deve assumir em 1º de julho, para um mandato de cinco anos, propôs um governo de união nacional. Pediu inclusive que adversários se unissem ao esforço. "Somos todos panamenhos e temos de mudar esse país para que tenha uma boa saúde, boa educação, bom transporte e boa segurança", afirmou. Balbina já admitiu a derrota e disse que respeitará o resultado, mas não felicitou o adversário. A candidata derrotada prometeu uma oposição responsável, "mas muito enérgica, porque deixamos um país com crescimento econômico, a casa em ordem e com a ampliação do canal (do Panamá) em marcha".

A coalizão de quatro partidos de Martinelli também dominava as eleições de deputados para a Assembleia Nacional. Estava com 37 deputados, frente aos 23 da aliança de Balbina. Os restantes 71 cargos de congressistas em disputa deveriam ir para outros partidos. Foi a quarta eleição geral desde a queda do regime de Manuel Noriega, em 1989. Martinelli, de 57 anos, havia sido derrotado em 2004.

O futuro presidente tem como metas incentivar o investimento estrangeiro e firmar acordos de livre comércio, particularmente com os Estados Unidos, principal parceiro econômico do país. Terá que enfrentar uma economia que retrocederá neste ano, por causa da crise global, após crescer sustentadamente nos últimos cinco anos. Também terá como responsabilidade o projeto de ampliação do Canal de Panamá, previsto para terminar em 2014.

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