Korean Central News Agency/Korea News Service via AP
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Após visita, subsecretário da ONU diz que Coreia do Norte enfrenta falta de suplementos básicos

Segundo Mark Lowcock, subsecretário para assuntos humanitários da organização, o país ainda sofre com carência de alimentos, remédios e água potável

O Estado de S.Paulo

12 Julho 2018 | 03h08

TÓQUIO - A Coreia do Norte ainda enfrenta falta de suplementos básicos, como alimentos, medicações e água potável, informou um oficial da Organização das Nações Unidas após uma visita à Pyongyang nesta semana. Segundo ele, pelo menos 20% da população infantil do país sofre com problemas de saúde causados por desnutrição e parte das crianças que vivem em áreas rurais ainda não tem acesso à água tratada.  

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Segundo o subsecretário geral para assuntos humanitários Mark Lowcock, muito progresso foi feito na Coreia do Norte nos últimos vinte anos, mas o país ainda enfrenta "desafios humanitários significantes", afirmou durante conferência de imprensa realizada em Pyongyang. A transcrição de sua fala foi publicada no site oficial da ONU.

De acordo com o oficial da organização, o número de crianças vítimas da desnutrição caiu de 28% em 2011 para 20%. Apesar disso, um quinto da população infantil ainda sofre com problemas físicos e cognitivos causados pela falta de nutrientes. "Ainda é um número elevado", disse.

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"Muita água no país ainda é contaminada, o que leva ao aparecimento de doenças e ameaças ao desenvolvimento de muitas crianças", afirmou Lowcock. De acordo com o subsecretário, outro problema recorrente no país é a falta de medicamentos e equipamentos médicos. Um dos hospitais visitados durante a passagem por Pyongyang tinha remédios suficientes para apenas 40 dos 140 pacientes internados com tuberculose.

Nos últimos meses, a ONU busca levantar US$ 111 milhões para destinar a programas médicos, sanitários e de segurança alimentar para as seis milhões de pessoas que vivem na Coreia do Norte. No entanto, apenas 10% do valor foi doado pelos países que integram a organização. Segundo Lowcock, o montante foi enviado pelos governos da Suécia, Suíça e Canadá.

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Durante a visita à Pyongyang, Lowcock afirma que o governo norte-coreano planeja seguir em frente com os planos de desnuclearização e focar no crescimento econômico do país. //ASSOCIATED PRESS

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