Após visita surpresa de Obama a Cabul, explosões matam 6 na capital afegã

Terroristas suicidas invadiram hospedaria que fica em complexo de acomodações para estrangeiros

Agência Estado

02 Maio 2012 | 02h33

Atualizado às 2h50

 

 

Pelo menos seis pessoas foram mortas e 17 ficaram feridas em várias explosões e trocas de tiros, no complexo de acomodações para estrangeiros, em Cabul, no Afeganistão, o chamado "Green Village", nesta quarta-feira. Fontes afegãs disseram que houve pelo menos seis explosões pouco depois de o presidente dos EUA, Barack Obama, deixar o país após uma visita surpresa ao líder afegão, Hamid Karzai.

Testemunhas informaram que havia muita fumaça próximo ao "Green Village", onde normalmente se hospedam funcionários das Nações Unidas e da União Europeia, próximo ao principal aeroporto de Cabul. O local sofreu um atentado com a explosão de um carro-bomba conduzido por um suicida. O Taleban assumiu a autoria dos ataques. Segundo o ministro do Interior do Afeganistão, Sediq Sediqqi, dentre os mortos estão cinco civis e um militar.

Os atentados ocorrem no primeiro aniversário da morte do líder Osama bin Laden, e duas semanas depois de a capital afegã sofrer um de seus maiores ataques em 10 anos de guerra, que visou bases militares, escritórios do governo e embaixadas.

Conforme informou o chefe de polícia de Cabul, Mohammad Ayoub Salangi, após as investidas, a embaixada dos Estados Unidos soou o alarme e disse estar "sob bloqueio", advertindo funcionários a se protegerem e permanecerem longe das janelas.

Mais cedo, Obama aterrissou em Cabul em meio a forte esquema de segurança e sigilo, onde assinou um acordo com Karzai, consolidando 10 anos de ajuda dos EUA ao Afeganistão, após a saída das forças de segurança da Otan, o que deverá ocorrer em 2014.

Segundo o presidente afegão, o acordo com os EUA não ameaça nenhum país vizinho. "Nossa intenção é trazer a estabilidade, prosperidade e o desenvolvimento à região". (com Efe e Dow Jones)

Mais conteúdo sobre:
Cabul explosões Barack Obama Al Qaeda

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.