Após vitória de aliados, premiê deposto pode voltar à Tailândia

Comissão eleitoral confirma que o partido de Thaksin Shinawatra conquistou a maioria no Parlamento

Efe e Associated Press,

25 de dezembro de 2007 | 11h17

O ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra disse nesta terça-feira, 25, que irá "explorar opções" em fevereiro sobre um possível retorno à Tailândia, mas não irá reiniciar sua carreira política após ter sido deposto em um golpe de estado no ano passado. "Eu realmente quero voltar a ser um cidadão normal", disse Shinawatra, em entrevista coletiva em Hong Kong. No entanto, ele disse que pretende agir como um conselheiro político do Partido do Poder do Povo (PPP) - formado por seus aliados - se for convidado. O PPP venceu no domingo as eleições gerais na Tailândia. Shinawatra foi deposto em 19 de setembro de 2006. Ele estava fora do país durante o golpe e desde então vive exilado, principalmente em Londres. Eleições O partido dos aliados de Shinawatra venceu as eleições gerais do país, realizadas domingo, e obteve 223 das 480 cadeiras do Parlamento, segundo os resultados finais divulgados nesta terça pela Comissão Eleitoral. O Partido Democrata (PD), que liderou a oposição durante os cinco anos de mandato de Shinawatra, ficou na segunda posição, com 165 deputados. O terceiro foi a formação Nação Tailandesa (Chart Thai), com 37. Com isso, o Partido do Poder Popular (PPP) - criado pelos seguidores de Shinawatra após a antiga formação Thai Rak Thai ser considerada ilegal - fica a 18 deputados da maioria absoluta e terá de negociar com três partidos de âmbito regional para formar um Governo de coalizão. Segundo o "número dois" do PPP, Sompong Amornvivat, outra hipótese seria a entrada do Chart Thai no Executivo. Cerca de 45 milhões de tailandeses de um total de 64 milhões de habitantes foram às urnas no último domingo para escolher entre cerca de 5.000 candidatos de 39 partidos políticos, em sua maioria novos. O índice de participação foi de 70,2%.

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