AP PHOTO/MAX BECHERER
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Após vitória em Wisconsin, Cruz diz que tem ‘chances reais’ de conseguir indicação

Ted Cruz acredita que o Partido Republicano está começando a apoiar sua candidatura. No lado democrata, Bernie Sanders diz que sua campanha passa por um momento de grande impulso em razão das vitórias recentes sobre Hillary Clinton

O Estado de S. Paulo

06 Abril 2016 | 08h27

MILWAUKEE, EUA - O pré-candidato republicano Ted Cruz ganhou com facilidade as primárias de Wisconsin na terça-feira, o que acabou sendo um golpe na esperança do favorito, Donald Trump, de conseguir delegados suficientes para obter a nomeação no partido. No lado democrata, Bernie Sanders superou Hillary Clinton.

Segundo informações do jornal The New York Times, com 99% das urnas apuradas, Cruz contava com 48% dos votos, e Trump com 35%. Entre os democratas, Sanders liderava com 57% e Hillary estava com 43%.

A vitória de dois dígitos de Cruz sobre Trump representou um avanço para as forças do Partido Republicano que lutam para bloquear o bilionário de Nova York, e aumentou a possibilidade de uma luta prolongada que pode durar até a convenção de julho em Cleveland, Ohio.

Cruz disse que o resultado em Wisconsin mostra que o partido está começando a apoiá-lo, mas reconheceu a possibilidade crescente de a disputa continuar até a convenção.

De acordo com pesquisa Reuters/Ipsos feita entre 1° e 5 de abril, Ted Cruz está estatisticamente empatado com Donald Trump na preferência entre republicanos.

O senador pelo Texas conseguiu uma importante vitória que lhe permitirá obter a maioria ou até a totalidade dos 42 delegados em jogo neste Estado e seguir somando apoio até os 1.237 necessários para obter a indicação do partido para as eleições presidenciais de novembro.

Cruz ganhou nas principais cidades do Estado como Milwaukee, Madison e Green Bay, e foi o vencedor no Estado vizinho de Iowa, além de Illinois e Michigan, Estados que haviam levado Trump à liderança na disputa do Partido Republicano.

Ele comemorou sua ampla vitória em Wisconsin e garantiu que tem "chances reais" de conseguir a indicação do partido. O senador classificou seu triunfo sobre Trump e o governador de Ohio, John Kasich, como um "ponto de inflexão" na corrida das primárias, e comentou que esse Estado "acendeu uma luz que mostra o caminho a ser seguido".

"Estamos unindo o Partido Republicano. Todo o espectro do Partido Republicano está se unindo após esta campanha", destacou o senador. Ele é visto pela maioria de integrantes do 'establishment' do partido como a única opção para conter uma hipotética indicação de Trump, por isso, apesar de ter criticado Cruz abertamente no passado por seus posicionamentos ultraconservadores, agora o grupo se une a ele.

Democratas. O pré-candidato democrata Bernie Sanders também ganhou em Wisconsin, estendendo o bom momento de sua campanha contra a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e reduzindo a liderança dela no número de delegados. Assim, ele ficará assim com a maioria dos 86 delegados em jogo em um Estado de tradição agrícola e industrial.

Sanders ganhou em praticamente todos os condados de Wisconsin e em cidades como Madison e Green Bay, mas ficou atrás de Hillary na cidade mais populosa do Estado, Milwaukee.

Após a vitória, ele afirmou que sua campanha passa por um "momentum", ou seja, um momento de grande impulso em razão das últimas vitórias em Utah, Idaho, Alasca, Havaí, no Estado de Washington e entre os democratas residentes fora dos EUA, além do triunfo de terça-feira. A única derrota de Sanders desde 22 de março foi no Arizona, onde Hillary ganhou com ampla vantagem.

"O 'momentum' é começar esta campanha com entre 60 e 70 pontos atrás de Hillary e, nas últimas semanas, ver que as pesquisas indicam que estamos um ponto abaixo ou acima", disse Sanders em um comício em Laramie, no Estado de Wyoming.

"Nas pesquisas, vencemos Trump por vantagens muito significativas e superiores às de (Hillary) Clinton", acrescentou o senador, que lembrou que suas últimas vitórias também foram, em sua maioria, por margens muito superiores a sua rival.

Sanders voltou a insistir que sua campanha não aceita dinheiro dos "Superpac" (grupos de ação política) e que recebeu mais de US$ 6 milhões de contribuições individuais, cuja média é de US$ 27 cada uma. "Não recebemos dinheiro de Wall Street, nem da indústria petrolífera, e não queremos seu dinheiro", frisou o veterano senador.

Após Wisconsin, o próximo Estado a votar no processo de primárias para escolher os candidatos republicano e democrata para as eleições presidenciais de novembro será Nova York, cujos cidadãos comparecerão às urnas no dia 19 de abril e onde há em jogo um grande número de delegados, tanto para os conservadores como para os progressistas. /REUTERS e EFE

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