Após vitória, surgem rumores sobre novo gabinete

Bastidores: The Washington Post

O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2012 | 02h04

Existem vários postos mudando no governo Barack Obama e isso é o que temos ouvido:

A secretária de Estado Hillary Clinton diz que vai sair o mais rápido que puder - se não for no dia da posse de Obama, não muito tempo depois. Possíveis substituições: a grande maioria de democratas no Senado provavelmente aumentou as chances do presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, John Kerry (democrata de Massachusetts). A estrela da embaixadora da ONU Susan Rice parece ter perdido um pouco de brilho após o alvoroço sobre o atentado em Benghazi, mas não no Salão Oval. Ela é também um possível nome para conselheira de Segurança Nacional.

A saída do secretário de Tesouro Tim Geithner provocou um frenesi de conversas sobre possíveis substitutos - desde o chefe de pessoal da Casa Branca, Jack Lew, até o anterior chefe de equipe Erskine Bowles e outros. No entanto, fala-se que Obama estaria muito melhor servido procurando alguém do mundo de finanças para a vaga, como Suzanne Nora Johnson, ex-vice-presidente do Goldman Sachs.

Parece que o secretário de Defesa Leon Panetta também está saindo após o abismo fiscal ter sido resolvido e o orçamento, definido. Os citados para o trabalho incluem o subsecretário Ashton Carter e Michele Flournoy, ex-subsecretária de Defesa para a Polícia, que está politicamente mais perto de Obama e entrou recentemente na campanha.

O secretário de Justiça Eric Holder também diz que está de saída. A única questão é saber se no fim do ano ou só em 2014. A secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, quer substituir Holder, mas obviamente não seria temporariamente.

Vários membros do gabinete indicaram que não se importariam em ficar se o presidente quiser. Esse grupo inclui os secretários de Educação, Arne Duncan, e de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Shaun Donovan. A secretária de Saúde, Kathleen Sebelius, provavelmente ficará para a aplicação do Obamacare. Estamos ouvindo que a secretária de Trabalho, Hilda Solis, e o secretário de Assuntos de Veteranos, Eric Shinseki, também tendem a permanecer. Outros, apesar de alguma pressão dos parentes, podem continuar por mais um tempo. Esse grupo inclui o secretário de Transportes, Ray La Hood - um favorito de Obama e o único republicano no gabinete -, e o secretário do Interior, Ken Salazar.

Entre os que provavelmente sairão em breve estão o secretário de Energia, Steven Chu, e a administradora da Agência de Proteção ao Meio Ambiente, Lisa Jackson. O ex-senador Byron Dorgan ou talvez o senador Jeff Bingaman podem estar na lista para a pasta de Energia. Para o cargo também pode ser considerado o diretor de Iniciativas em Energia do MIT e conselheiro de Obama, Ernie Moniz. Para a Agência de Proteção ao Meio Ambiente, Mary Nichols, presidente da Air Resources Board, foi a segunda colocada da última vez, mas não está claro se ela está disponível. Bob Perciasepe, número 2 da agência, poderia ser um candidato.

Aqueles que esperam por uma grande reviravolta no gabinete podem ficar decepcionados. Nós lembramos que a secretária de Trabalho, Elaine Chao, permaneceu por todo o governo de George W. Bush (o secretário de Defesa Donald Rumsfeld teria ficado, mas foi afastado das funções em 2006).

No governo de Bill Clinton, a secretária de Justiça Janet Reno permaneceu pelos dois mandatos, assim como os secretários de Saúde Danna Shalala; de Interior Bruce Babbitt; e de Educação Richard Riley.

Uma das maiores notícias das eleições foi que o deputado Scott DesJarlais (republicano do Tennessee), o médico antiaborto que pediu à amante que abortasse um filho dele, foi facilmente reeleito. A propósito, uma outra mulher disse que teria mantido um caso com DesJarlais e teria fumado maconha com ele. Mas, apesar do escândalo, os eleitores o apoiaram e DesJarlais derrotou seu rival democrata com 56% dos votos.

Mesmo a deputada Michele Bachmann (republicana de Minnesota), conhecida por sua posição contra os gays e contra o aborto, conseguiu ser eleita por estreita margem e depois um pouco de susto. Ela ficou conhecida nacionalmente depois de disputar no ano passado a nomeação à candidatura pelo Partido Republicano à Casa Branca. Entre os derrotados está o deputado Allen West (republicano da Flórida), que falou, entre outras coisas, que 80 democratas da Câmara eram membros do Partido Comunista.

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