REUTERS/Paul Childs
REUTERS/Paul Childs

Aposentados do Exército britânico recordam coroação da rainha Elizabeth

Moradores do Hospital Real de Londres, idosos contam como pessoas se reuniram para ver a cerimônia de 70 anos atrás

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2022 | 20h00

LONDRES - O veterano do Exército britânico Tony Judge tinha apenas 4 anos quando a jovem rainha Elizabeth ascendeu ao trono do Reino Unido há 70 anos. No entanto, Judge lembra vividamente do dia em que famílias animadas se amontoaram em torno da única televisão disponível para assistir ao momento histórico.

"Várias famílias foram para a casa de um vizinho, o único vizinho da rua que tinha televisão. E estávamos todos espremidos na sala, literalmente ombro a ombro, os homens estavam todos vestidos com camisa e gravata, as senhoras em seus melhores vestidos", disse Judge, agora com 74 anos. "Quando eles tocaram o hino nacional, todos se levantaram, mesmo estando todos na sala de alguém... e isso foi incrível."

A monarca com o reinado mais longo da história britânica, Elizabeth celebra seu Jubileu de Platina no próximo mês, com quatro dias de comemorações planejados para junho, entre os dias 2 e 5.

No Hospital Real de Londres, um lar de idosos para cerca de 300 veteranos do Exército britânico, vários de seus habitantes, conhecidos como Chelsea Pensioners, lembram com carinho da coroação, ou de estar na presença da rainha.

Judge, que serviu 25 anos no Exército britânico, acabou conhecendo Elizabeth enquanto servia na China em 1986, ajudando a organizar sua visita. Sua filha lhe deu flores.

"Na verdade, havia cinco de nós na fila quando Sua Majestade surgiu... para sermos apresentados a ela e eu era o terceiro na fila", disse Judge.

"[Quando] ela veio até mim e foi como uma luz sendo acesa e brilhando em você. A presença dela é tão incrível. Fiquei bastante surpreso. Veterano da cavalaria, do corpo de inteligência, até certo ponto cínico, mas foi simplesmente surpreendente."

Vestido com o tradicional casaco vermelho escarlate do Hospital Real, Ray Pearson, de 85 anos, também se lembra de 6 de fevereiro de 1952, quando Elizabeth se tornou rainha após a morte de George VI. Ele e seu pai tinham comprado recentemente uma televisão.

"Todos os vizinhos vieram, e havia chá e bolos em todo lugar. Todo mundo estava reunido em torno de uma pequena televisão de nove polegadas", disse Pearson. "Era a tecnologia da época, não era? Era a única na rua onde morávamos."

Aos 95 anos, Elizabeth também é a atual monarca mais velha e mais antiga do mundo. Em setembro de 2015, ela quebrou o recorde de sua tataravó, a rainha Vitória, como a monarca com o reinado mais longo da história britânica, dizendo que o momento histórico não era "algo ao qual eu tenha aspirado".

"A rainha é a cola que mantém o país unido, não é? Não há dúvida sobre isso", disse Pearson. "Todas as várias partes do país estão lá... como um quebra-cabeça, mas ela é a cola que mantém tudo junto."/Reuters

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