AP Photo/Ariana Cubillos
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Aposentados venezuelanos vão às ruas protestar contra Maduro

Com o lema ‘Por nossos netos’, a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática convocou o grupo para marchar até a sede da Defensoria do Povo, acusada de servir ao governo

O Estado de S.Paulo

12 Maio 2017 | 15h41

CARACAS - A oposição venezuelana voltou às ruas nesta sexta-feira, 12, para protestar contra o presidente Nicolás Maduro, mas desta vez foram os "avós" que lideraram a marcha. Nas últimas semanas, policiais e manifestantes protagonizaram diversos choques violentos durante as mobilizações.

"Por nossos netos"  é o lema com que a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) convocou os aposentados para marchar até a sede da Defensoria do Povo, a qual acusam de servir ao governo.

No início da "Marcha dos Avós", policiais tentavam dispersar os idosos com gás de pimenta, dando início a um confronto com os manifestantes.

O governo convocou uma concentração de idosos no centro de Caracas, da qual Maduro participará.

Até o momento, as forças de segurança não deixaram os manifestantes chegarem ao centro de Caracas, onde estão o Palácio Presidencial de Miraflores e os poderes públicos.

Em choques cada vez mais violentos, os agentes de ordem pública usam bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água. Os manifestantes respondem com pedras, pedaços de madeira, metal, coquetéis molotov e, inclusive, bombas de fezes.

Corte marcial. Na noite de quinta-feira, Maduro advertiu os opositores que protestam contra seu governo de que serão julgados por cortes marciais se atacarem instalações militares. Ele destacou que vários manifestantes já foram detidos e serão julgados pela Justiça militar após causarem danos à base aérea La Carlota, no leste de Caracas.

"Se forem capturados atacando uma base militar irão para a Justiça militar. Qualquer um que for capturado atacando bases militares irá para onde deve ir: para a Justiça", disse Maduro em um ato público no qual voltou a denunciar os protestos da oposição, que já deixaram 38 mortos desde o dia 1.º de abril.

No início de maio, um grupo de manifestantes opositores entrou em La Carlota após romper uma barreira de proteção, durante um protesto contra Maduro. Segundo a ONG de direitos humanos Fórum Penal, 118 pessoas foram levadas para cortes marciais no Estado de Carabobo e outras 19 em Falcón, no noroeste do país, e 73 permanecem detidas por "rebelião".

Maduro revelou ainda ter determinado a sanção de militares e policiais envolvidos em abusos contra civis, após as denúncias de agressões por parte das forças da ordem nos protestos em Caracas. "Ordenei uma investigação e o castigo de qualquer funcionário que abuse da força física contra qualquer cidadão. Não vou tolerar isso.” / AFP

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