Apreensões de metanfetaminas aumentam em Mianmar

A instabilidade política em Mianmar ajudou a transformar o país na principal fonte de pílulas de metanfetamina na região, de acordo com um relatório divulgado hoje pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o comércio de drogas ilícitas no mundo.

AE, Agência Estado

25 de novembro de 2010 | 19h58

De 2008 para 2009, o país registrou um aumento de 20 vezes nas apreensões de comprimidos (passando de 1,1 milhão para 23,9 milhões), o que reflete a ampliação da demanda por drogas no Sudeste Asiático e da produção em áreas fronteiriças turbulentas.

Estimulantes com elevado potencial de causar dependência têm substituído a heroína, o ópio e a maconha entre os usuários de drogas em diversos países do Oriente e do Sudeste Asiático, segundo a ONU. Mianmar já foi a principal fonte de ópio do mundo, posto atualmente ocupado pelo Afeganistão.

A produção de metanfetaminas continua "em níveis altos e alarmantes", afirmou, por meio de nota, Gary Lewis, da regional da ONU para o Leste Asiático e o Pacífico. "Essa situação coloca um sério desafio para as agências de aplicação de leis, porque os produtos químicos essenciais usados na produção das pílulas são facilmente obtidos", completou Lewis.

Amplas áreas de fronteira de Mianmar contam com pouca ou nenhuma vigilância, o que torna a região ideal para produção e tráfico de drogas. Por muitos anos, o chamado Triângulo Dourado, que abrange Mianmar, Tailândia e Laos, foi a maior fonte mundial de heroína. Na última década, com a produção de ópio concentrada no Afeganistão, a região oriental tornou-se favorável à produção de metanfetaminas. As informações são da Associated Press.

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