Aprovada lei que proíbe bases fixas no Iraque

Em mais uma tentativa de pressionar o governo do presidente George W. Bush para se retirar do Iraque, a Câmara dos Representantes americana aprovou ontem uma medida que proíbe a instalação de bases militares permanentes dos EUA em território iraquiano. Proposta pela deputada democrata Barbara Lee, a lei foi ratificada por 339 votos a 24, mas tem um caráter simbólico, já que Bush pode vetá-la. "Essa aprovação contribui para confirmar nosso objetivo de transferir a responsabilidade para os iraquianos", disse Barbara. Em Bagdá, o maior bloco político sunita do Iraque suspendeu ontem sua participação no Parlamento, em um novo revés na tentativa do primeiro-ministro Nuri al-Maliki de reconciliação nacional. O Frente de Acordo Iraquiano - que tem um vice-presidente, quatro ministros e 44 assentos no Parlamento - informou que, se Maliki não atender às suas demandas em uma semana, irá se retirar definitivamente do governo. O bloco exige a inclusão efetiva de todos os partidos nas discussões sobre o futuro do país. A decisão soma-se a diversos boicotes de outros grupos políticos, especialmente sunitas, que alegam não ter espaço no governo, de maioria xiita. A suspensão também pode minar a aprovação de várias leis, tidas pelos os EUA como fundamentais para a estabilização do Iraque.

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