Aprovada lei que separa palestinos e israelenses casados

O Parlamento de Israel aprovou uma lei que forçará os casais formados por um parceiro palestino e outro israelense a ter vidas separadas ou a se mudar do Estado judeu. Para grupos de direitos humanos e árabes israelenses, a lei é racista. A norma impedirá que palestinos da Cisjordânia e Faixa de Gaza que se casem com árabes israelenses obtenham visto de residência em Israel. A lei deve permanecer em vigor por um ano. O governo israelense alega que a lei é necessária por razões de segurança, citando casos em que palestinos da Cisjordânia e Gaza aproveitaram a permissão de residência, garantindo liberdade de movimento em Israel, para promover ataques terroristas. A lei foi aprovada com 53 votos a favor, 25 contra e uma abstenção. Árabes israelenses ficaram indignados. "Vemos essa lei como a implementação da política de ´transferência´ do Estado de Israel", disse Jafar Savah, de Mossawa, um centro de defesa dos árabes israelenses, referindo-se a um plano de grupos ultranacionalistas judaicos para persuadir ou forçar árabes israelenses e palestinos a irem para países árabes.

Agencia Estado,

31 Julho 2003 | 16h35

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