Apuração de urnas na Ucrânia confirma vitória governista

Apuração de urnas na Ucrânia confirma vitória governista

Com 60% dos votos contados, ontem, os três maiores partidos pró-Ocidente da Ucrânia concentravam 54% das intenções dos eleitores

KIEV, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2014 | 02h06

Diante de um crescente sentimento anti-Rússia entre a população, os resultados iniciais da apuração dos votos da eleição na Ucrânia confirmaram ontem que partidos pró-Europa liderados pelo presidente Petro Poroshenko e pelo premiê Arseni Yatseniuk obtiveram a maioria no Parlamento. O chanceler russo, Serguei Lavrov, disse esperar que a legislatura forme "um governo construtivo", que trabalhe para aliviar a tensão no leste ucraniano.

A aparente vitória das legendas a favor da intensificação dos laços da Ucrânia com a União Europeia - e a futura entrada do país no bloco europeu - reforça a autoridade de um governo que, apesar do intenso apoio do Ocidente, tem sido incapaz de suprimir o levante separatista pró-Moscou no leste.

O Kremlin declarou que reconhecerá a votação ucraniana. Segundo a ONG Plataforma Europeia para Eleições Democráticas, 4,6 milhões de eleitores foram impossibilitados de votar em razão do conflito e houve um maciço boicote por parte dos rebeldes pró-Rússia. A Comissão Eleitoral Central da Ucrânia, porém, declarou válidas as eleições.

Com 60% dos votos contados, ontem, os três maiores partidos pró-Ocidente da Ucrânia concentravam 54% das intenções dos eleitores. A Frente Popular, do premiê Yatseniuk, conquistou 21,6% do eleitorado e o bloco liderado pelo presidente Poroshenko, formado pelo Partido Solidariedade e pela Aliança Democrática Ucraniana para Reforma, 21,4%. Um novo partido pró-Europa denominado Autoajuda obteve 11% dos votos. A expectativa era que negociações para a formação de uma ampla coalizão reformista começassem imediatamente.

Investigação. O Comissariado para Direitos Humanos do Conselho Europeu afirmou ontem que a Rússia tem o dever de investigar denúncias de mortes e sequestros de ativistas contrários à anexação da Crimeia pela Rússia ocorridos na península. Pelo menos três ativistas foram mortos desde que Moscou assumiu a região, em março, disse a ONG. / AP, NYT e REUTERS

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