Apuração de votos de soldados ainda é duvidosa nos EUA

Durante a caótica eleição presidencial americana de 2000, milhares de soldados posicionados no exterior votaram, mas viram suas cédulas serem rejeitadas. Outros sequer receberam as cédulas, e alguns acharam o processo excessivamente confuso. Quatro anos depois, e com mais de 160.000 soldados no Iraque e no Afeganistão, os partidos políticos dos Estados Unidos temem que o mesmo volte a ocorrer agora, em 2 de novembro. "Rezo por nosso país. Temos de permitir que o voto militar seja contado", disse Joan Hills, diretora dos Republicanos no Exterior, grupo que ajuda cidadãos dos EUA a votar fora do território americano. Com tantas tropas no Oriente Médio, os militares poderiam desempenhar um papel enorme na decisão do próximo comandante supremo das Forças Armadas. Em 2000, autoridades da Flórida desqualificaram 1.527 votos militares porque não tinham o carimbo do correio. George W. Bush ganhou a eleição na Flórida - e, graças a isso, no colégio eleitoral - por 537 votos. Os militares tradicionalmente votam no Partido Republicano, de Bush. Neste ano, mais de uma dezena de Estados, incluindo aqueles onde a eleição parece indefinida, já perderam a data recomendada para o envio de cédulas ao exterior. Uma das razões: disputas jurídicas sobre se o candidato independente Ralph Nader deveria constar da cédula oficial.

Agencia Estado,

29 Outubro 2004 | 16h27

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