Brendan Smialowski/AFP
Brendan Smialowski/AFP

Apurar voto após o dia da eleição é ilegal, diz Trump

Presidente quer que o vencedor seja declarado no dia 3 e não aceita esperar contagem dos votos que chegarem depois

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2020 | 20h30

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, sugeriu nesta terça-feira, 27, que seria ilegal para os Estados apurarem as cédulas recebidas após o dia da eleição, em uma questão legal que é normalmente decidida pelos governos locais. “Seria muito apropriado e muito bom se um vencedor fosse declarado em 3 de novembro, em vez de contar os votos por duas semanas, o que é totalmente inapropriado, e não acredito que isso seja certo pela lei”, disse Trump.

Enquanto alguns Estados contam apenas as cédulas que chegam no dia da eleição, outros apuram as que são postadas no dia da eleição e chegam dentro de um prazo específico. A questão sobre se extensões de prazo deveriam ser adotadas durante a pandemia tem sido discutida em vários processos, incluindo dois que chegaram à Suprema Corte recentemente.

Na segunda-feira, o tribunal rejeitou um pedido de democratas e de grupos de direitos civis para estender em seis dias o prazo para a contagem das cédulas recebidas pelo correio após o dia da eleição em Wisconsin, considerado um Estado-chave.

A divisão dentro da Suprema Corte exposta na decisão de vetar a ampliação do recebimento das cédulas indica como a nova juíza Amy Coney Barrett pode representar um voto decisivo em disputas semelhantes com a aproximação das eleições.

No caso de Wisconsin, o tribunal ficou dividido em 5 votos dos juízes conservadores e 3 dos liberais. Opiniões individuais escritas pelos juízes questionam se eles têm direito de reverter as decisões tomadas pelos tribunais estaduais que interpretaram as Constituições locais, um fator-chave na decisão de outros casos relacionados com eleições, incluindo o da Pensilvânia.

Os juízes conservadores indicaram que estão menos dispostos a aceitar decisões dos tribunais estaduais. Os juízes liberais indicaram que, independentemente de qual corte tratou o caso, quando ele chega à Suprema Corte, a questão fundamental deve ser proteger o direito ao voto. / WP e REUTERS

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.